Previsão do tempo ??°C Cidade

ECONOMIA Terça-feira, 28 de Maio de 2019, 17:57 - A | A

Terça-feira, 28 de Maio de 2019, 17h:57 - A | A

ESTOURO NA FOLHA

Sem aval do Tesouro, MT tenta garantir empréstimo com Banco Mundial no STF

Vinícius Bruno

Rodinei Crescêncio

Rog�rio Gallo

Secretário Rogério Gallo (Sefaz) na abertura do 15º Encontro Nacional de Inteligência Fiscal

O Governo do Estado recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir um aval positivo por parte da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) em relação ao pedido de empréstimo de US$ 250 milhões junto ao Banco Mundial. O secretário de Fazenda (Sefaz) Rogério Gallo alega que o propósito é garantir a autorização mesmo o Estado tendo classificação de risco “C” junto a STN, o que em tese impede a União de avalizar novos empréstimos.

“Em função de o Estado ter estourado o limite de gastos com pessoal, o Executivo consome 59% da receita corrente com gasto de pessoal, o limite é 49%, estamos com gasto superior de R$ 1 bilhão de reais a mais. Isso tem consequências, uma das principais consequências que está na Lei de Responsabilidade Fiscal é a União ficar impedida de ser garantidora de novas operações de crédito”.

Gallo explica que ao recorrer ao STF, uma liminar é suficiente para conseguir o aval para que a União garanta a operação junto ao Banco Mundial. No começo de abril a Assembleia autorizou e o governador Mauro Mendes (DEM) sancionou a lei que permite o Estado fazer o empréstimo de US$ 250 milhões.

O valor servirá para quitar a dívida dolarizada feita pelo ex-governador Silval Barbosa, em 2012, que ficou em torno de R$ 1 bilhão, na moeda corrente. Desde 2015, o Estado vem pagando o financiamento junto ao Bank of América, em duas parcelas anuais, e já pagou cerca de R$ 1 bilhão. Em razão do descontrole cambial sofrido nos últimos anos, a dívida ficou R$ 1 bilhão mais cara, e ainda resta esta quantia para ser quitada em mais nove parcelas.

Se efetivada a operação junto ao Banco Mundial, o Estado planeja quitar o empréstimo com o Bank of America, e aliviar o fluxo de caixa do Poder Executivo, alongando a dívida por mais 20 anos, a juros mais baratos, passando dos atuais 5% para 3,5%.

Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse

Comente esta notícia

O portal e o blog não se responsabilizam pelos comentários aqui postados. Se você se sentir ofendido pelo conteúdo de algum comentário dirigido a sua pessoa, entre em contato conosco pelo e-mail contato@rdnews.com.br