O governador Mauro Mendes (União) criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e prevê a redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 36 horas semanais, sem redução salarial. Para ele, a proposta é uma medida populista em ano eleitoral.
“Eu aprendi desde criança, com meu pai e com a minha mãe, que quando a gente está com muito problema, ou precisando de algo mais, a gente trabalha mais para ganhar mais, para conquistar o que você quer. O PT, com essa proposta, está propondo trabalhar menos. Isso vai ter consequências. Isso não funciona. Não adianta se enganar, achar que é bom”, dispara Mauro.
A fala foi dada na manhã dessa quarta (18), durante conversa com jornalistas na inauguração do Centro Logístico de Abastecimento e Distribuição (Celad).
O governador disse ainda que a redução da jornada sem alteração de salário não se sustenta e que, no fim, quem paga a conta pelo "desacerto" do Governo Federal é o cidadão. “Eu também gostaria de não trabalhar nada e ganhar a mesma coisa. Eu gostaria que minha empresa não trabalhasse nada e o cliente pagasse sem ela produzir nada. Nenhum cliente vai pagar por isso. E no final, esses erros e desacertos de governos, quem paga a conta é o cidadão brasileiro", disse.
Outra autoridade política que criticou o projeto recentemente foi a senadora Margareth Buzetti (PP). Para ela, a proposta é um apelo governamental para ganhar voto na eleição.
“Eu acho que existe um apelo governamental para ganhar voto na eleição. Claro que existe um público que quer. Mas você acha que esse público [trabalhadores] vai ficar em casa descansando ou vai trabalhar em outro lugar? Porque ele pode trabalhar em outro lugar. Eu acho tudo uma hipocrisia muito grande”, criticou.
Ainda de acordo com Buzetti ela acha que o tema deve ser debatido com todas as frentes, e não tramitar às pressas como pauta eleitoral. “Eu acho que está muito errado isso. Quanto menos o Governo atrapalhar o setor, seria importante. Nós temos escala de trabalho: 5x2 já existe faz muito tempo, está na Constituição. Eu acho que é muita gente querendo ganhar voto no eleitoral”, completa.
“Acho difícil a gente avançar e impedir que seja votado em ano eleitoral. E o mais preocupante é decidir em ano eleitoral. Para mim isso é muito ruim”, acrescenta a senadora.
Projeto caminha na Câmara
No início do mês, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu o primeiro passo formal para o avanço da matéria ao encaminhar outra Proposta de Emenda à Constituição (PEC) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O encaminhamento engloba diferentes propostas em tramitação sobre o tema, entre elas da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
A PEC nº 8/2025, de autoria de Erika Hilton, altera a Constituição para reduzir o limite semanal de 44 para 36 horas e prevê a adoção de uma jornada de quatro dias por semana. No entanto, o parecer apresentado pelo relator da matéria, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), propõe uma jornada máxima de 40 horas semanais.
Já a PEC nº 221/2019, de Reginaldo Lopes, está parada na CCJ da Câmara. A proposta também reduz a carga horária semanal para 36 horas, mas estabelece um prazo mais longo para a implementação: as novas regras entrariam em vigor dez anos após a publicação da emenda constitucional.
Nas redes sociais, o presidente da Câmara afirmou que o debate será conduzido de forma ampla, com a escuta de diversos setores da sociedade. "Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros", escreveu.
O Palácio do Planalto acompanha de perto a discussão. O fim da escala 6x1 é uma das principais bandeiras do presidente Lula para as eleições de 2026 e foi incluído entre as prioridades do governo no início do ano legislativo.
As discussões devem começar já em março. Após passar pela comissão especial, a PEC ainda precisa ser aprovada em dois turnos no plenário da Câmara, com o apoio mínimo de três quintos dos deputados (308). Se avançar, segue para o Senado, onde repete o mesmo rito: CCJ, plenário em dois turnos e, por fim, promulgação em forma de emenda constitucional em sessão do Congresso Nacional.
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Ze da juquira 19/03/2026
Ai pobretada de MT votem na direita , bobalhoes .
Patriota 19/03/2026
discusso fajuto,usado desde a queda de Bastilha,em1888 tambem foi dito isto ,decada de 40 tambem foi dito isto ,e o Brasil continua tão forte que saquaeiam todos os dias e continua rico se bem que não pra todos,mas os coronéias e senhores de engenho estão ai até hoje,le-se oligarquia,
Aldo 19/03/2026
Quem não concordar com fim da escala 6x1, muda para a Argentina. Lá tem jornada de 12 horas, e ainda o salário pode ser pago com mercadorias. Quem quiser escravizar seus funcionários lá é o lugar perfeito. Uma pena que não tem emprego e o país está quebrado.
Manoel Alves 19/03/2026
Uma pergunta simples: quantos dias e quantas horas por dia você trabalha atual governador de MT? Quantod anos você trabalhou num shopping e ou num mercado atacadista, trabalhou na madrugada como atendente de hotel, trabalhou de frentista, cozinheiro? Se não, não tem conhecimento prático para falar porra nenhuma. Se sim, é um idiota que é explorado e acha legal. Queria ver ser político se recebesse o tanto quenum servidor público estadual da educação recebe. Salário de um merendeiro R$ 1. 811.00 fora o desconto de 14% que essa atual governo colocou sem respeitar o que cada servidor recebe, ou seja, não tem o desconto gradual, é igual para todos inclusive para os aposentados. Fala em bom governo, mas não paga o que deve aos servidores. Libera milhões em licitações para amigos políticos e vem falar que escala escravista se acabar vai quebrar o país. Um dia os brasileiros vão se revoltar e cabar com essa mamata iniciada em 1502. Ai estão os inimigos do povo, do povo trabalhador honesto, digno que é responsável desde sempre em o Brasil não quebrar. Os trabalhadores são os únicos responsáveis pelo Brasil ainda está de pé.
Lia Mara 19/03/2026
Vai quebrar nada.Deixa de proclamar o caus a cada medida que beneficie o povo trabalhador.Nem as licitações direcionadas,nem o parque novo Mato Grosso, Nem as intermináveis obras da copa 2014 quebraram o Estado.Brasil e Mato Grosso são inquebraveis.
Gigio 19/03/2026
Se a escala mudar,o mundo vai acabar.Se retirar o ICMS do diesel, o mundo vai acabar.Se não elergermos Pivetta, o mundo vai acabar. Toda iniciativa que não é sua,preconiza o fim do mundo.E que é pior,sempre deixa nas entrelinhas:Se o mundo acabar,a culpa será de vocês que não pensaram como eu.
Efrain Cucco 19/03/2026
VERDADES DEVEM SER DITAS. É preciso dizer as coisa com VERDADES e DADOS, não apenas com narrativas. Tudo que vou citar está na internet, pode pesquisar e perguntar para ChatGPT, Gemini ou Claude. VAMOS LÁ: NENHUMA das 10 MAIORES POTENCIAS ECONÔMICAS, com exceção do Brasil e Índia, pratica a escala 6x1. A China caminha já para a escala 5 dias e meio. As outras potencias, EM SUA MAIORIA, PRATICAM 5X2 E ESTÃO IMPLEMENTANDO 4X3. Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália, Canadá são 5 dias trabalhados e geralmente menos de 8h por dia. Entre os 10 PAÍSES COM MELHOR QUALIDADE de vida todos possuem escala 5x2 ou 4x3. Islândia, Dinamarca, Países Baixos realizam 4 DIAS DE TRABALHO. Todos com menos de 8h por dia. Noruega, Austrália, Suíça, Finlândia, Suécia, Nova Zelândia, Singapura realizam 5 DIAS DE TRABALHO. Pesquisas, realizada por 63 autores, mostram que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas tem POTENCIAL DE GERAR ATÉ 4,5 MILHÕES DE NOVOS EMPREGOS NO BRASIL e elevar em cerca de 4% os níveis de produtividade no país. o impacto no CUSTO OPERACIONAL SERIA INFERIOR A 1%. O BRASIL está na posição 16 de MAIOR JORNADA DE TRABALHO NO MUNDO. 76,3% das pessoas ocupadas têm jornadas superiores a 40 horas semanais, sendo que 58,7% de todos os empregados trabalham entre 40 e 44 horas semanais, 18% da força de trabalho faz entre 45 horas e 49 horas semanais. Todos os dados revelam que os países que mais trabalham em horas absolutas (Bangladesh, Paquistão, Nigéria) são justamente os com menor IDH e pior qualidade de vida. PAÍSES QUE CONSEGUIRAM REDUZIR A JORNADA (nórdicos, Holanda) mantêm QUALIDADE DE VIDA SUPERIOR e de produção.
Douglas 19/03/2026
será que ele poderia dizer quantas horas os funcionarios públicos trabalham , que recebem do dinheiro do povo que paga impostos, populista é ele que esta vendo seu barco naufragar, com tudo o que esta saindo na imprensa, diga se daquela que não recebe verbs do estado SECOM.
Blairo Gomes 19/03/2026
Pegar2 bilhoes de dinheiro publico para construir um parque para valorizar as terras do ricos do entorno pode ne? e pegar esse parque e passar para dois bacanas gerenciar e ganhar encima do que é publico isso pode?
João Benedito Souza 19/03/2026
E tudo que a esquerda quer.Eles querem o povo dependente deles.Vide Cuba a situação que está lá?A própria Rússia que era tão badalada está também em situação caótica.Entao para esquerda tudo e normal e se dane nos Empresário....
Mauro 19/03/2026
Essa classe política não dá de verdade tanto Direita ou Esquerda, vão na contra mão de tudo.Tem empresas que já mudaram a escala e já notaram diferença de seus colaboradores, lamentável e vergonhoso esses empresários lunáticos
ExpiaSó 19/03/2026
O Negocio do mauro é ganhar din din com concessão! ele e seu amigo o dep. valmir moreto..... só gente boa!!! Preocupado em ganhar din da gente!
Lá ele 19/03/2026
O cidadão paga o desacerto de gente como você, Mauro!
JORGE LUIZ 19/03/2026
PARA MAURO MENDES A ESCALA DEVE SER 7X0 SEM DIREITO A ALMOÇO OU DORMIR, SE DER A VOLTA DO TRONCO AINDA SERÁ MELHOR. UM "ÓTIMO" SENADOR SERÁ, PRA SI MESMO E PARA OS AMIGOS EMPRESÁRIOS. VOTEM NESSES CARAS DA DIREITA E NÃO RECLAMEM
Lazaro 19/03/2026
Oi Mauro. 6x1 não pode né, mas UMA É MINHA! e do meu irmão.
15 comentários