A Justiça Federal deu prazo de cinco dias para que a União, o Ibama, o ICMBio, e o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra), se posicione sobre a licença para obras de retaludamento (corte) do morro no entorno do Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães (a 67 km de Cuiabá). A decisão da 8ª Vara Federal Cível de Mato Grosso atende a pedido de uma Ação Civil Pública, ajuizada pela Sociedade Civil Organizada.
A ação cobra uma perícia no local com objetivo de atestar a situação emergencial com relação à queda de blocos rochosos naquele trecho da rodovia MT-251, , assim como indicar alternativas menos impactantes para o meio ambiente e para a sociedade do que o "corte" do morro.
Em resposta a outra Ação Civil Pública ajuizada, no mês de outubro, pelo Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) que pede a nulidade do processo de licenciamento ambiental e da escolha do projeto de retaludamento feito pelo Estado de Mato Grosso, o governador Mauro Mendes (União Brasil) manteve sua posição e ainda afirmou que se a obra, que está orçada em quase R$ 30 milhões, não for realizada, “o morro vai colapsar”.
"Se as pessoas quiserem pagar para ver, ok. O Governo não está implorando para fazer aquela obra. Eu tenho centenas e milhares de obras que eu posso fazer no estado. Se a população não quer, se o Ministério Público não quer, a Justiça não deixar, tudo bem, vivemos em uma democracia. Eu vou pegar esse mesmo recurso e vou aplicar em dezenas e centenas de outros lugares que querem obra. Agora, aquele morro vai colapsar", disparou o chefe do Executivo à época.
A Sociedade Civil Organizada entendeu que Mendes “desconsiderou o posicionamento de geólogos da Universidade Federal de Mato Grosso” de modo que indicou especialistas no tema para avaliação técnica do caso. Além deste aspecto, o processo de licenciamento ambiental apresenta uma série de incongruências e omissões, que agora serão analisadas pela Justiça.
Ainda de acordo a ação, as obras, tocadas pelo governo de Mato Grosso, foram autorizadas pelo Ibama através da emissão da licença de instalação no dia 28 de junho de 2024, em uma modalidade de licenciamento simplificada, e sob a necessidade de cumprimento de 21 condicionantes. O projeto prometeu a conclusão do desmonte do morro do Portão do Inferno em 120 dias.
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Michel Ayoub 13/11/2024
O problema maior são os ECOLOGEIROS que sabem tudo e só atrapalham Que formação rochosa , aquilo é arenito . A segunda opção para a obra é não fazer e deixar o povo correr o risco de morrer
João Edson Fanaia 11/11/2024
Calma,muita calma. Em se tratando de Brasil, se tudo estiver resolvido até 2050 ou 2080, significa que está dentro prazo. Sem ironia o cidadão infarta.
João da Costa 11/11/2024
Deveriam colocar nesse pacote, a necessidade do governo de mt asfaltar o acesso ao morro de Santo Antônio de Leverger, essa obra é um verdadeiro absurdo.
alex r 11/11/2024
Kassiano eu ja havia falado em outras matérias ... Só pesquisar , pq é um desserviço o que o MP se propós e o motivo é que o Estado não quer fazer quer empurrar ! Então deviam o MP por causar prejuízo, por cada acidente que ocorrer nessa estrada ! Só responsabilizado que esse país andaria!
APOLINARIO GENTIL USKNOV 10/11/2024
É parece que o MANÁ, não foi bem distribuído, porém nada impede um novo rateio, inclusive podendo até aumentar a chuva de pão. O exemplo de contenção de mais de 40 anos está lá na Serra da Petrovina, mas quem quer saber?
Carlos Saraiva Mendes 10/11/2024
Cada coisa neste Brasil...O Governo quer consertar e daí uns gatos pingados que Talves só vão na chapada para curtir um baseado se reúnem e movem uma ação..E daí MP que oportunista toma as dores..Eu largaria tudo e deixa cair e se alguém se machucar que vão atrás deste MP...
Fernando Mendes 10/11/2024
Interessante foi sugerido pela estado até outra rota de acesso a cidade mais aí por questões econômicas ou seja ganância todos criticaram o governo, aí impostura a fazer este serviço e agora estão questionando? Será que vidas terão que ser sacrificadas pela ganância de empresário e políticos de chapada...???
Kassiano jose riedi 10/11/2024
O ministério público deverá ser responsabilizado pelos prejuízos e por eventuais acidentes que ocorram durante durante o período de suspensão dessa obra tão importante para a segurança de todos que transitam nessa rodovia. É muita irresponsabilidade deixar a população correndo um risco desnecessário.
8 comentários