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Judiciário Segunda-feira, 17 de Outubro de 2022, 06:52 - A | A

Segunda-feira, 17 de Outubro de 2022, 06h:52 - A | A

CASO TONI FLOR

Empresária acusada de encomendar a morte do marido vai a júri nesta 2ª

Toni Flor foi assassinado a tiros, em agosto de 2020, no momento em que chegava na academia, da qual era proprietário, no bairro Santa Marta, em Cuiabá

Bárbara Sá

Começa nesta segunda (17) o julgamento da ré Ana Claudia de Oliveira, acusada de ser a mandante da morte do marido, Toni Flor, ocorrida em agosto de 2020. A audiência será no Plenário do Tribunal do Júri, no Fórum de Cuiabá, às 9h, presidido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.  

Rdnews

Toni Flor

Ana Claudia será julgada separada dos demais envolvidos na morte do empresário. Ela está presa preventivamente e já teve o pedido de liberdade negado

Toni Flor foi assassinado a tiros no momento em que chegava na academia, da qual era proprietário, no bairro Santa Marta, em Cuiabá. Durante as investigações, a mulher dele confessou ter pago R$ 60 mil para que atiradores o executassem.

O advogado de defesa da ré, Jorge Henrique Franco Godoy, em entrevista ao disse que espera que o resultado seja satisfatório, visto todo o contexto envolve o caso. "Foram anos e anos de sofrimento dele infringidos pelo marido. E que os jurados possam entender muito bem e saber analisar, que não é possível em nossa sociedade, atualmente, ainda existir machismo exacerbado", aponta. Ele ainda afirma que a ré está  tranquila e espera ser julgada com imparcialidade. 

A mãe de Toni Flor impetrou ação na Justiça pedindo que Ana Cláudia Flor seja declarada indigna a receber a herança deixada por ele, não podendo, portanto, vender quaisquer bens que estejam arrolados no inventário judicial.

Conforme uma decisão do juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, juiz Flávio Miraglia Fernandes, casos de homicídios dolosos, quando há intenção de matar, são julgados pelo Tribunal do Júri. O magistrado apresentou duas decisões, usadas como jurisprudência, de que casos como o de Ana Claudia necessitam passar pelo conselho popular.

Investigação

Três homens teriam sido contratados pela empresária para a execução e, após o crime, a arma foi jogada no Lago de Manso. A princípio, a suspeita era que Toni teria sido confundido com um agente da Polícia Federal (PF). De acordo com o delegado, o homem que efetuou cinco disparos contra Toni confessou que Ana Cláudia negociou o valor de R$ 20 mil para cada criminoso.

Veja os crimes que cada um responde:

Ana Cláudia: Homicídio com quatro qualificadoras: motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, concurso de agentes e contra o cônjuge.

Igor Espinosa: Homicídio com duas qualificadoras: cometer crime mediante pagamento e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Ediane Aparecida: Homicídio com três qualificadoras: motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e concurso de agentes.

Wellington Albino: Homicídio com três qualificadoras: mediante promessa de recompensa, recurso que dificultou a defesa da vítima e concurso de agentes.

Dieliton Silva: Homicídio com três qualificadoras: mediante promessa de recompensa, recurso que dificultou a defesa da vítima e concurso de agentes.

Sandro Lúcio: Responderá por falso testemunho.

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