A Federação Mato-Grossense de Futebol ingressou com um recurso denominado Agravo de Instrumento contra a decisão do juiz da 7ª Vara Civil de Cuiabá, Yale Sabo Mendes, que atendeu ao pedido do advogado Ussiel Tavares e suspendeu o edital de convocação para a assembleia geral que vai eleger a diretoria da FMF, marcada para esta quinta (16).
O recurso foi protocolado junto ao Tribunal de Justiça na última sexta (10) e distribuído por sorteio ao desembargador Luiz Carlos da Costa, que declinou da competência para apreciar o pedido. Cabe agora à desembargadora Clarice Claudino da Silva apreciar a peça.
Com o agravo, a FMF pretende o efeito suspensivo da decisão de Yale Sabo que, em ação proposta pelo advogado Ussiel Tavares da Silva Filho, deferiu, em parte, a tutela de urgência pretendida suspendendo o pleito.
“A matéria aqui tratada é de direito privado, visto que o recurso foi interposto contra decisão proferida em ação de obrigação de fazer c/c obrigação de não fazer, na qual figuram como partes, pessoa física e jurídica, e não há interesse da Fazenda Pública, a afastar a competência das Câmaras Cíveis Isoladas Ordinárias de Direito Público e Coletivo (artigo 21, II, a e artigo 21-A, II, a, do RITJ/MT)”, disse o desembargador ao determinar a redistribuição no mesmo dia em que o recurso foi impetrado.
Ocorre que o atual presidente João Carlos de Oliveira, que assumiu o cargo quando Carlos Orione faleceu em novembro do ano passado, busca a reeleição. A oposição, representada pelo empresário Aron Dresch, presidente licenciado do Cuiabá Esporte Clube, também lançou candidatura à presidência. Já Ussiel Tavares pleiteou a liminar para garantir a possibilidade de se viabilizar como candidato.
No pedido de liminar, Ussiel sustentou que o edital foi publicado em 24 de fevereiro, sexta de Carnaval. O prazo para inscrição de chapas encerrava em 1º de março, que era quarta-feira de Cinzas. Segundo Ussiel, as datas não respeitavam o Estatuto da FMF e faziam parte da manobra da atual direção para inviabilizar chapas de oposição. “Por isso, fui à Justiça buscar a anulação do edital. Fui presidente do Tribunal de Justiça Desportiva e me sinto apto a concorrer”, declarou em entrevista ao
.
Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse







