Juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu nesta quinta (30) pela manutenção da prisão preventiva da representante comercial Ana Cláudia Flor, de 37 anos. Ela é acusada de ser a mandante do assassinato de seu marido, o empresário Toni Flor, 38.
Desde o dia 19 de agosto deste ano, ela está detida no presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Sua defesa entrou com pedido para que sua prisão preventiva fosse convertida em prisão domiciliar. Isto porque, Ana Cláudia tem 3 filhas e alegou que menores estão sofrendo com a ausência do pai.
Conforme noticiou o
, Ministério Público do Estado (MPE) se manifestou de maneira contrária à conversão da prisão preventiva e afirmou que a representante comercial é a única responsável pelo sofrimento das filhas.
“A situação enfrentada pelas filhas do casal é inquestionavelmente comovente, o que reforça ainda mais a repugnância da conduta de Ana Cláudia. Nem o amor pelas próprias filhas foi capaz de impedi-la de praticar o odioso crime de homicídio”, diz trecho do documento.
Ainda no entendimento do MPE, prisão domiciliar prejudicaria as investigações do crime, bem como traria perigo para a garantia da ordem pública, visto que depoimentos de testemunhas apontaram o desejo da representante comercial de matar Igor Espinosa, executor da morte de Toni.
O magistrado, no mesmo sentido, citou que por assassinato ter acontecido de forma violenta e mediante grave ameaça à pessoa, prisão domiciliar não é recomendada. Ainda, que Ana Flor teria manifestado vontade de interferir nas investigações policiais.
“Isto posto, mantenho a segregação cautelar da denunciada em razão da presença do periculum libertatis ostentado pela mesma, conforme disposição processual do art. 312 do Código de Processo e Penal e parecer do Ministério Público”.
O caso
Toni foi executado no dia 11 de agosto de 2020, quando estava sentado no meio fio em frente da academia onde treinava, em Cuiabá. Igor confessou que chegou próximo ao empresário, gritou “perdeu” e efetuou 5 disparos.
Homem foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas não resistiu e morreu. Hipótese de que ele tenha sido confundido com um policial federal foi descartada logo no início das investigações. Suspeita foi levantada pelo próprio empresário que, ferido, não entendeu o motivo da sua execução.
Investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontou que Ana Flor prometeu R$ 60 mil aos executores para que cometessem o crime. Contudo, só pagou R$ 20 mil. Sua manicure, irmã de um de seus amantes, também foi presa acusada de ser a “ponte” entre a viúva e os executores do marido.
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