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Judiciário Quinta-feira, 30 de Setembro de 2021, 17:29 - A | A

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CASO TONI FLOR

MPE se manifesta contra soltura de acusada de mandar matar o marido

Defesa de viúva pediu que prisão fosse convertida em domiciliar pelo fato dela ter 3 filhas menores para criar

Ana Flávia Corrêa

Reprodução

toni flor e ana flor


Ministério Público do Estado (MPE) se manifestou pela manutenção da prisão preventiva da representante comercial Ana Claudia Flor, de 37 anos. Ela está detida no presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, desde o dia 19 de agosto deste ano, acusada por ser a mandante do assassinato do seu marido, o empresário Toni Flor, 38.

Defesa da representante pediu pela conversão da prisão para domiciliar pelo fato dela ter 3 filhas para criar e que as meninas estariam passando por problemas psicológicos em decorrência da ausência do pai.

O MPE, por outro lado, em documento desta quarta (29), assinado pelo promotor Samuel Frungilo, afirmou que Ana Claudia é a única responsável pelo sofrimento das filhas.

“A situação enfrentada pelas filhas do casal é inquestionavelmente comovente, o que reforça ainda mais a repugnância da conduta de Ana Cláudia. Nem o amor pelas próprias filhas foi capaz de impedi-la de praticar o odioso crime de homicídio. Mesmo sabendo das consequências psicológicas devastadoras que a precoce orfandade traria às filhas, Ana Claudia escolheu dar andamento no seu macabro intento homicida”.

A situação enfrentada pelas filhas do casal é inquestionavelmente comovente, o que reforça ainda mais a repugnância da conduta de Ana Cláudia

Diz trecho do posicionamento do MPE

Ainda no entendimento do MPE, conversão para o regime domiciliar prejudicaria as investigações do crime, bem como traria perigo para a garantia da ordem pública, visto que depoimentos de testemunhas apontaram o desejo da representante comercial de matar Igor Espinosa, executor da morte de Toni.

“Ante o exposto, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso manifesta-se contrariamente ao pedido de revogação da prisão preventiva ou de sua conversão em prisão domiciliar, formulado por Ana Claudia Flor”.

O caso

Toni foi executado no dia 11 de agosto de 2020, quando estava sentado no meio fio em frente da academia onde treinava, em Cuiabá. Igor confessou que chegou próximo ao empresário, gritou “perdeu” e efetuou 5 disparos.

Homem foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas não resistiu e morreu. Hipótese de que ele tenha sido confundido com um policial federal foi descartada logo no início das investigações. Suspeita foi levantada pelo próprio empresário que, ferido, não entendeu o motivo da sua execução.

Investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontou que Ana Flor prometeu R$ 60 mil aos executores para que cometessem o crime. Contudo, só pagou R$ 20 mil. Sua manicure, irmã de um de seus amantes, também foi presa acusada de ser a “ponte” entre a viúva e os executores do marido.

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