A mãe do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa (Japão), Élia Miyagawa, está na Câmara de Cuiabá acompanhando a sessão plenária que analisa o pedido de cassação do vereador Marcos Paccola (Republicanos) por quebra de decoro. O parlamentar responde pelo homicídio de Japão. Élia Miyagawa disse aguardar que a justiça seja feita, frisando que o vereador destruiu a vida de sua família.
“Eu espero e tenho fé que hoje ele será cassado. [...] Eu estou esperando a Justiça resolver essa situação, se não for na Justiça dos homens, vai na de Deus. Ele (Paccola) estragou a vida nossa família toda. Meu filho era muito amado, todos ajudaram a criar ele. Eu quero justiça, matou um filho inocente, que não estava fazendo nada”, declarou.
O plenário da Câmara Municipal de Cuiabá decide, nesta quarta-feira (5), o processo disciplinar que pode resultar na cassação do mandato de Paccola. O vereador já está na Câmara aguardando a sessão, que está atrasada. O início estava marcado para às 9 horas, mas quase nenhum vereador havia chegado. A votação estava marcada para ocorrer na semana passada, mas foi adiada. São necessários treze votos para o vereador perder o mandato.
O plenário da Câmara está lotado de apoiadores do vereador, com cartazes manifestando apoio.
Defesa
O defensor do vereador, o Rodolfo Gabriel afirmou aos jornalistas na manhã desta quarta (05) na Câmara Municipal de Cuiabá, onde decidem hoje se cassam o mandato do PM, pela morte do agente socioeducativo morto Alexandre Miyagawa, que o papel do vereador é legislar e não atuar como judiciário, uma vez que o processo ainda não está concluído.
“Foi indiciado, mas não foi condenado. Devemos esperar o resultado da Justiça, eu vejo que o que está acontecendo hoje é uma injustiça com o vereador Paccola, da mesma maneira que aconteceu com o Abílio lá atrás e eu tenho certeza que a justiça vai prevalecer e o Paccola vai voltar inclusive mais forte”, disse.
Rodolfo Gabriel pontua ainda não acreditar que essa injustiça posso acontecer, e que os vereadores não irão votar contra a cassação. Afirma sentir muito pela família, mas que acredita no Judiciário brasileiro e que a lei será cumprida.
“Como como cidadão cuiabano eu vim manifestar o meu apoio ao Paccola por acreditar no trabalho dele como pessoa, como policial que serviu por muitos anos a população mato-grossense não há interesse dele sair de casa de manhã cedo e pensando em tirar a vida de um inocente”, afirmou.
O caso
Paccola virou réu por homicídio qualificado após atirar nas costas do agente do sistema socioeducativo Alexandre Miyagawa, 41 anos, mais conhecido como Japão. O parecer da Comissão de Ética é pela cassação do vereador.
Japão foi morto com três tiros nas costas no Bairro Quilombo, na capital, na noite do dia 1º de julho. Na ação, o MPE denunciou Paccola por homicídio qualificado por motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse








