MANSO, UM OÁSIS NO CERRADO

Sexta-Feira, 20 de Julho de 2018, 08h:22 | Atualizado: 20/07/2018, 09h:40

LUXO E NATUREZA

Mansões milionárias às margens de um mar de água doce impressionam - mapa


Enviada especial a Manso

O Lago do Manso impressiona não só por ser um verdadeiro mar de água doce, mas principalmente pelas mansões que garbosamente o margeiam. É um paraíso a ser desvendado, localizado a aproximadamente 100 km de Cuiabá, dentro dos limites de Chapada dos Guimarães.

Galeria: As mansões de Manso

 O luxo e a riqueza estão estampados em cada detalhe das construções, avaliadas em cifras milionárias. A mais cara vale RS 15 milhões. 

O que mais chama atenção é a grandeza dos casarões. Erguidos no topo de colinas verdes, cercados por palmeiras, jardins impecáveis, trilhas de pedras e pequenas praias particulares, são como gigantes observando o lago negro e sereno, que mais se assemelha a um enorme espelho.

Rodinei Crescêncio

Manso

Visão panorâmica parcial da casa mais cara às margens do lago, estimada em R$ 15 milhões e é de empresário do ramo de medicamento em Cuiabá

Rodinei Crescêncio

Manso

Garças e outros animais compõem o cenário

Passeios de lancha partindo na região costumam ter como rota os casarões, explorados como turismo de contemplação. Do lago o que se vê são telhados com águas sobrepostas, painéis solares, telhados verdes, sacadas de vidro, pequenas cercas delimitando simbolicamente os imóveis e bancos de madeira maciça sob árvores. Há também algumas casas mais simples um pouco mais distantes da água, mas nem por isso menos modernas ou encantadoras. Capivaras e emas também circulam pela região.

Para descer lanchas e jet skis até a água é normal ter sua própria rampa de acesso, marina e píer. As marinas individuais são na verdade embarcações, que vez ou outra também desatracam, navegam e são usadas como mais um espaço de lazer. Algumas são mais simples, outras já contam com cozinhas, painéis solares, antena de TV a cabo e até mesmo quartos. Chegam a custar até R$ 2 milhões.

Rodinei Crescêncio

Manso

Um charme, as casas flutuantes também custam mais de R$ 1 mi

Viver nesse paraíso tem um preço bastante alto. São aproximadamente 15 mansões, cujos valores variam de R$ 3 milhões a R$ 15 milhões. O condomínio mais luxuoso da região é o Portal das Águas, que divide uma espécie de península com o Malai Manso Resort. O metro quadrado nesse lugar vai de R$ 100 a R$ 1 mil. “Então um terreno de mil metros quadrados custa R$ 1 milhão. É mais ou menos essa a realidade aqui”, revela o corretor de imóveis e perito judicial imobiliário, Ivan Rastelli.

O especialista passeou por Manso com a equipe do e fez estimativas de valores. O imóvel mais caro, segundo ele, está avaliado em R$ 15 milhões. Tem aproximadamente 20 mil metros quadrados, fica na ponta da península e pertence a um empresário do ramo de medicamento de Cuiabá que já sofreu diversas restrições na Justiça.

O ministro da Agricultura Blairo Maggi é outro proprietário de uma dessas mansões, estimada em R$ 10 milhões.

Rodinei Crescêncio

Manso

Mansão de veraneio do ministro da Agricultura e empresário do ramo da soja em Mato Grosso, Blairo Maggi, uma das mais sofisticadas, entre dezenas 

O corretor explica que as casas mais caras são justamente as localizadas às margens do lago. Além disso, as benfeitorias agregam valor às residências. Contam com quase tudo, desde heliponto a elevadores, quadras de esporte, campos de futebol, piscinas, suítes, quadras de tênis, saunas, hidromassagem, entre outros. O corretor comenta que é comum casas desse porte serem construídas em sociedade. “Três ou quatro sócios constroem uma casa. É muito comum”.

São predominantemente casas de veraneio, usadas na alta temporada e finais de semana. Nos dias úteis, o que se vê são zeladores, funcionários e segurança privada.

Rodinei Crescêncio

Manso

Corretor de imóveis e perito judicial imobiliário Ivan Rastelli atua no local

Com a construção da Usina de Hidrelétrica de Manso, entre os anos 1988 e 2000, o turismo se consolidou na região e os terrenos à beira da água supervalorizaram. Para tanto, comunidades rurais que cultivavam pequenas lavouras para garantir a subsistência foram retiradas e, posteriormente, indenizadas por Furnas. Hoje, a mão de obra que mantém condomínios e mansões impecáveis é constituída principalmente pelos atingidos pela barragem.

Resorts

Os dois resorts em atividade na região do lago -  Malai Manso Resort e o Águas de Manso Spa & Resort - também são de alto padrão. Oferecem serviços variados. Para se ter ideia da estrutura deles, o Malai, que tem como um dos sócios o ministro Blairo, tem até praia artificial, de areia branquinha. Oferece ainda atividades náuticas, tirolesa, arvorismo, trilhas, paredão de escalada, arco e flecha, quadras de tênis, quadras poliesportivas, playground, salão de jogos, entre outros tipos de lazer.

Rodinei Crescêncio

mapa manso

Reportagem vai nos principais pontos turísticos de Manso, onde há opções mais luxuosas e mansões e também onde há mais acessíveis, para classe média

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Comentários (6)

  • Keops | Sábado, 21 de Julho de 2018, 15h07
    2
    8

    Um monte de pobres invejosos comentando aqui.

  • deovaldo | Sexta-Feira, 20 de Julho de 2018, 17h48
    3
    10

    Quem mana da ser po bre,,,curta piscinão entao

  • elias do nascimento silva | Sexta-Feira, 20 de Julho de 2018, 15h01
    14
    6

    Antes, as famílias viviam em uma situação razoável. Todo mundo vivia tranquilo. A margem do rio tinha uma terra que era agricultável, então eles plantavam e colhiam. Tinha o peixe e vários outros meios de sobrevivência, como o garimpo que era menos prejudicial a natureza do que a construção da barragem na cisão dos ribeirinhos. Houve o genocídio de peixes sobretudo na parte de cima, no lago, e na parte de baixo, também, porque o peixe depende da água das enchentes para subir etc. Os ribeirinhos da região mais baixa do rio, que viviam da pesca, estão sem condições de vida, pois não tem mais o peixe, e, quem vive mais para cima do rio também passa por essa situação.A expectativa dos atingidos, que o resto das terras sejam compradas imediatamente para a sobrevivência das famílias. Os impactos negativos atingiram mais de mil famílias, mas a empresa até agora não reconheceu cerca de 912 destas. Algumas dessas famílias já morreram, e outras venderam as propriedades e foram embora. Hoje perto de 780 famílias na luta para receberem seus direitos. Na época da construção, 341 foram reassentadas em uma terra de areia improdutiva. Nesta área, o pessoal não consegue sobreviver, e a maioria quer uma nova área para poder plantar. As demais ainda se encontram sem receber nenhuma reparação. Não foram reassentados, não receberam indenização e estão na espera. E já faz mais de dez anos.

  • Nelson | Sexta-Feira, 20 de Julho de 2018, 14h00
    35
    2

    Se pobre contruir casinha na beira de rio ou lago o ministério publico manda os fiscais multarem e tirarem porque é APP. Nas baias de Barão que são lagos não pode contruir. Nas beira de rio estão tirando todos tablados e flutuantes. As fotos da matéria mostram as contruções até dentro d'água. Cadê o MP, a SEMA-MT, DEMA etc? Garanto que se forem fazer tal serviço o governador não vai deixar nem sairem dos escritórios!!!! Já ouvi fiscal da SEMA dizer que foram proibidos de entrar em algumas áreas de bacanas. Os chefes recebem ligação de superiores e mandam retornar.

  • JOSÉ | Sexta-Feira, 20 de Julho de 2018, 11h37
    39
    4

    MUITO, MAS MUITO PROVAVELMENTE, OS VERDADEIROS DONOS DESSAS TERRAS, FAMÍLIAS INTEIRAS(FILHOS, PAIS, AVÔS) QUE VIVIA AI A 40, 50, 100 ANOS, FORAM OBRIGADOS A SAIR E RECEBERAM UM VALOR DE DESAPROPRIAÇÃO QUE NÃO PAGA 10%(DEZ POR CENTO) DO VALOR ATUAL. SOU COMPLETAMENTE A FAVOR DO PROGRESSO, DA RIQUEZA, DA AGREGAÇÃO DE VALOR, DA PRODUÇÃO, DO LUXO, DO SOFISTICADO, DO GLAMOUR, DO ESCAMBAL E COISA E TAL, MAS SOU COMPLETAMENTE CONTRA QUE TUDO ISSO SERA REALIZADO AS CUSTAS DE INJUSTIÇAS OU EM DETRIMENTO DOS MENOS FAVORECIDO. MUITOS DOS QUE VIVIAM AI E QUE NÃO DEPENDIA DO DINHEIRO, POIS TINHAM SUA CRIAÇÃO, PLANTAÇÃO,AUTO- SUSTENTO, ENFIM UMA VIDA DIGNA, HJ SOBREVIVEM NA MISÉRIA DAS PERIFERIAS DA CIDADE.

  • Antonio Joares da Silva | Sexta-Feira, 20 de Julho de 2018, 11h16
    36
    2

    Quando chega fins de semana e feriados , os sinais de tornozeleiras devem ficar forte ou os oficios depois são encaminhados por advogados dos acusados por desvios de dinheiro Público .... Também sempre e vistos em redes social familiares e amigos e amigas e laranjas com suas famílias desfrutando de lanchas e fazendo festas GLAMUROSA pago com dinheiros desviados ... Pior é ir lá durante o dia e encontrar acusados e acusadores juntos ... rindo da justiça e da sociedade . Qual cartório espede registro de aquisição e compra e venda destes imoveis ........ PODE RODAR ILHAS E RIOS E VAI SE DEPARAR COM MAIS ESTES ABSURDOS . SOCORRO MPF E PF ....até quando ?

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