A ex-primeira-dama Roseli Barbosa confessa ter utilizado dinheiro de propina paga pelo empresário Paulo Lemes, dos institutos de Desenvolvimento Humano (IDH) e Concluir, para pagar dívidas pessoais, como faturas de cartão de crédito, na época em que foi secretária estadual de Trabalho e Assistência Social (Setas), entre 2012 e 2013.
O caso é investigado na Operação Ouro de Tolo, em que Lemes é delator. A confissão integra o acordo de delação premiada que Roseli firmou com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em depoimento à procuradora da República, Vanessa Cristhina Scarmagnani, em 22 de maio deste ano, a ex-primeira dama confirma o recebimento de propina do empresário, por meio do assessor especial Rodrigo de Marchi, que além de receber os valores em espécie, controlava os valores recebidos ao seu lado.
Roseli relembra que o dinheiro era guardado no gabinete na Setas e era usado para, além de quitar as dívidas pessoais, arcar com serviços de assistencialismo, como a aquisição de caixões, uma vez que a pasta recebia alta demanda e não tinha orçamento para isso.
A ex-primeira-dama chegou a ser presa preventivamente na deflagração da operação, em 2015, acusada de liderar organização criminosa que teria fraudado mais de R$ 8 milhões na Setas.
Assessor comandava
Ainda no depoimento, Roseli nega que tenha tratado pessoalmente com Paulo Lemes sobre o pagamento de propina para a manutenção dos contratos com a pasta e a garantia de que os serviços seriam pagos em dia. No entanto, diz que autorizou o recebimento.
“Marchi disse que por meio do direcionamento para as empresas de Paulo Lemes, estas repassariam o retorno de 4% a 5% sobre os pagamentos realizados. O retorno seria destinado para as ações políticas do governo”, declarou.







Said Joseph 31/08/2017
Família que rouba unida, permanece unida. Que permaneça unida, preferencialmente na cadeia.
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