O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) vê perseguição política nas ações da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) e cobra andamento da denúncia feita por ele para apurar se as investigações contra ele e sua gestão partiram de um pedido do governador Mauro Mendes (DEM).
Em coletiva on-line nesta quarta (23), Emanuel disse que já acionou a Executiva Nacional do MDB para intervir e acelerar o processo que investiga suposto uso político da Defaz para prejudicá-lo. Garante que tem documentos que indicariam a irregularidade nas ações da Polícia Civil.
"Já tomei providência. Tem quase nove meses que o prefeito da Capital fez uma denúncia formal por escrito na Assembleia sobre uma situação gravíssima de uma suposta utilização do aparelho estatal para me atingir politicamente. Possivelmente, supostamente patrocinada pelo Governo do Estado”.
Marcus Mesquita
O prefeito Emanuel Pinheiro durante coletiva online, na tarde de quarta, quando respondeu perguntas e falou de suposta perseguição política
Na denúncia feita há 9 meses, o prefeito sustenta que delegado-geral da Polícia Civil Mário Demerval fez pressões sobre os delegados Anderson Veiga e Lindomar Toffoli para que andasse mais rápido a investigação sobre a suposta compra de votos dos vereadores na casa de Juca do Guaraná (Avante), durante trâmite do pedido de abertura de uma comissão contra o emedebista. À época, Emanuel disse que o pedido teria partido do governador. Os delegados foram transferidos da Defaz após denúncia do prefeito.
Emanuel citou que ao protocolar a denúncia, levou provas concretas de que a Defaz estaria sendo usada para atender ordem de terceiros sem nenhuma justificativa.
“Uma das maiores violências do estado democrático de direito é usar o aparelho estatal que foi criado para proteger o cidadão, se usado para atingir, denegrir , destruir. Isso é inadmissível. Se confirmado, que fazem isso com o prefeito da Capital, imaginem com um cidadão comum, trabalhador ou com um pai de família?”.
Segundo o prefeito ainda há ameaças de que a investigações andem durante o período eleitoral, já que é candidato à reeleição. “E continuam os burburinhos que vão armar contra mim, sei que querem armar. Eu confio em nossos poderes e instituições, porém, não posso ficar com os braços cruzados. Sou membro da Executiva do MDB e pedi intervenção do partido através do deputado federal Baleia Rossi e presidente do partido. Medidas sérias vão ser tomadas nos próximos dias”.
Durante a entrevista, Emanuel também reclamou de supostas ações coordenadas para prejudicar sua imagem e considera que as investigações da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), que resultaram no afastamento do procurador-geral de Cuiabá, Marcus Brito, foram usadas pelos adversários para o atingir politicamente.








Luiz Carlos 24/09/2020
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