O governador Mauro Mendes (DEM) se eximiu da responsabilidade em relação a situação caótica vivida pela Santa Casa de Cuiabá. O democrata reforçou que a responsabilidade pelo problema é com a prefeitura da Capital, mas se diz aberto ao diálogo para ajudar a resolver a situação.
Mauro justifica que o Estado já está com problemas demais para resolver em relação à saúde. “Temos os hospitais regionais para gerir, estamos aí com seis meses de atraso no pagamento com hospitais, oito meses de atraso no pagamento das prefeituras. Temos muito grandes problemas para nos ocupar”.
O governador avalia que a Prefeitura de Cuiabá tem gestão plena e responsabilidade objetiva sobre o assunto. “A gente tem ouvido falar muitas coisas sobre a Santa Casa. Nós não podemos tolerar esse tipo de situação em lugar nenhum, nem nas filantrópicas, nem no serviço público. Se tem dinheiro público envolvido ele tem que ser bem gasto. Precisa ser passado a limpo essa questão da Santa Casa e o município de Cuiabá tem a função objetiva de conduzir esse trabalho”.
“Não podemos tolerar esse tipo de situação em lugar nenhum, nem nas filantrópicas, nem no serviço público. Se tem dinheiro público envolvido ele tem que ser bem gasto. Precisa ser passado a limpo essa questão”
Enquanto Mauro quer se livrar de mais um problema envolvendo saúde pública, ficará ao encargo de Emanuel Pinheiro (MDB) decidir se vai intervir ou não na Santa Casa, como solicitou os vereadores da Capital.
Nesta quarta (13) deverá chegar à Procuradoria Geral do Município (PGM) a solicitação dos vereadores. De acordo com fonte, o parecer a ser emitido pela procuradoria é de que a Prefeitura está em condições de intervir, mas o problema, e considerada uma das maiores preocupações do momento é saber quem seria o interventor.
O secretário interino municipal de Saúde, Luiz Antônio Possas de Carvalho, disse à imprensa que é contra a intervenção, e que acredita que a Santa Casa deva resolver seus problemas, sozinha. Possas, que também é o Procurador-Geral do Município, avalia que a decisão, que cabe ao prefeito, tem dois aspectos, político e jurídico.
Desde segunda (11), a Santa Casa encerrou os atendimentos à população alegando falta de repasse de R$ 3,6 milhões por parte da Prefeitura. O valor não foi repassado por recomendação da PGM, já que a gestão do hospital apresenta uma série de irregularidades, o que inclui uma dívida com a Prefeitura na ordem de R$ 24,8 milhões. Ao todo, o passivo financeiro do hospital se situa em torno de R$ 100 milhões, o que inclui falta de pagamento a médicos e servidores, há mais de 10 e seis meses, respectivamente.
Em que pese o aspecto político da decisão a ser tomada por Emanuel, a intervenção gerará a obrigação de quitar as dívidas e fazer voltar a funcionar a instituição que possui 204 anos de fundação, fator que faz o fechamento da Santa Casa as véspera da comemoração dos 300 anos da Capital ser considerado uma catástrofe histórica, já que é uma das poucas instituições multicentenárias que ainda resiste as intempéries políticas e econômicas da Capital. Provavelmente, essa marca negativa, o mdbista não quer levar em seu currículo político.
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deovaldo 13/03/2019
Pelo que entendi, nesta oitiva esclareceu muita coisa,,,,,,"""""""""""""" o Governador mauro e o Prefeito Nenel """""""", não cumpriram o acordado no contrato e ainda o Dr. Antonio preza mostrou e esclareceu que uma das clausulas do contrato dizia que só seria entregue o aparelho de ressonância se pagassem 100% para ter a posse e a propriedade....kkkkkkkk,,,,,,,casas dos horrores mesmo, e procuradoria vocês tem que estudar mais antes de sairem acusando alguém...lastimável e Parabéns Dr. Preza, sempre confiamos no seu trabalho....show hj de como se administra....com contrato e documento....bóbó xera xerasss....
1 comentários