Brechós representam uma tendência em crescimento e as pessoas apostam cada vez mais na ideia de aumentar o tempo útil das roupas, ressignificar o figurino e os costumes que regem suas vidas. Só o fato de sair do fluxo comum, consumir com reflexão, que visa à sustentabilidade, já é um diferencial. Unir isso à arte, dando espaço aos artistas regionais, torna o brechó ainda mais interessante. Com essa proposta, o Deu na Telha Brechó abre as portas de maneira jovial e bastante instintiva.
Arquivo pessoal
Recém inaugurado, o Deu na Telha Brechó não tem conceito definido, mas faz junção entre 2 paixões latejante, arte e moda, na vida de Giulia
A dona do novo empreedimento em Cuiabá é Giulia Costa, 21 anos, natural de Curitiba e que aposta na paixão e abraço caloroso desta terra para aquecer corações que se identificam com seus ideais. Com cabelos coloridos, sorriso largo e bastante disposta a fazer um atendimento diferenciado, ela convida a reportagem para conhecer seus planos enquanto mexe nos cabides. “Sempre busco inovar em tudo que faço, e por isso decidi abrir um espaço que não considero só meu e sim um modelo de cooperação e superação. Estamos sempre abertos a novas parcerias e ideias”, salienta.
“Comprar em brechó não é só vestir uma roupa usada. É, sim, vestir uma história”
Giulia CostaA jovem revela que o espaço recém inaugurado não tem um conceito definido, mas faz junção entre duas paixões que sempre foram latejantes em sua vida, a arte e a moda. No momento, Giulia revela que tem parcerias com alguns artistas como Lua Brandão, Leopoldo Coutinho, Siri Tattoo e Gabriela Takimoto. “Quero valorizar e expor o máximo de artistas da região. Todo mundo pode ter seu espaço no Deu Na Telha, para isso basta entrar em contato. Não temos uma forma única de expor a arte, buscarei sempre trabalhar em conjunto e a favor disso”, promete.
Quando "Deu na Telha" de Giulia
Desde menina, Giulia sempre foi muito ligada a museus, teatros e recitais de música. O fato de ser bailarina por nove anos seguidos fez com que a arte caminhasse junto aos passos firmes e delicados. Modelo fotográfica desde os 15 anos, era inevitável não fazer a junção das suas atividades e, assim, o projeto surgiu.
O mundo do brechó ficou mais presente há quatro anos, quando começou a vender suas coisas pela internet para juntar dinheiro para uma viagem e, ali, percebeu um negócio em potencial. “Participei de feiras de desapego, trocas e vendas. Acho que foi nesse instante que o mundo dos bazares e brechós começou a ser o meu mundo”, recorda.
Desde que teve a ideia de investir profissionalmente em suas paixões, ela percebe que é muito mais que um negócio, mas um estilo de vida. “Comprar em brechó não é só vestir uma roupa usada. É, sim, vestir uma história. O brechó pode fazer a diferença em vários aspectos, como possibilitar, a alguém que não tenha condições financeiras, comprar uma roupa legal por um preço acessível, cooperar com o meio ambiente e movimentar e valorizar o comércio local”, reforça.
A empreendedora ainda defende que comprar em brechós e bazares é consumir de forma consciente. “Uma boa lavagem, linha e agulha fazem milagres e evitam desperdício de recursos naturais. A moda comprada em brechó incentiva o reaproveitamento e a reciclagem, é possível evitar o consumo de água e energia comprando produtos usados”, pontua.
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- Serviço
- Endereço: Rua Pimenta Bueno, número 534 B, bairro Dom Aquino. Cuiabá-MT
- Instagram: @deunatelhabrecho e @giuliaacosta
- Contato: (065) 9991-60384












