A defesa do deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ministro, Luiz Fux, reconsidere a decisão que decretou a prisão preventiva do parlamentar e o imediato afastamento do cargo.
Gilberto Leite/Rdnews
Fabris deixou o prédio do apartamento no Santa Rosa, em Cuiabá, às 5h30 para tomar café
O documento foi peticionado no último sábado (16), pelo advogado Zaid Arbid. O deputado está preso no Centro de Custódia da Capital desde a última sexta (15), acusado de ocultação de provas, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em casa, na deflagração da Operação Malebolge. No documento, a defesa de Fabris ainda requer que o ministro desconsidere a prisão em flagrante.
Neste sentido, pede que Fux encaminhe a decisão para a Assembleia, onde os colegas deputados irão decidir sobre a prisão do parlamentar. Na decisão, o ministro relata que Fabris foi informado sobre a busca e apreensão no apartamento minutos antes da chegada da Polícia Federal, que relata que Fabris e a esposa, Anglisey Batini Volcov, fugiram do local.
Imagens da câmera de segurança no elevador do prédio, de acordo com a decisão, mostram o parlamentar, às 5h43, descendo de pijamas e chinelo com uma valise preta.
Sem fuga
No documento, a defesa de Fabris nega que o parlamentar tenha fugido. O advogado alega que acordar, levantar e sair de cansa antes da 6h da manhã não se configura fuga. Além disso, Zaid diz que o deputado estava vestindo um short e camiseta, e acompanhado de sua “inseparável” pasta, “onde, além de alguns pertences de uso ordinários, como telefone celular papel, canetas, anotações de expediente do dia e etc, são levados os seus remédios de usos controlados”.
A defesa ainda afirma que Fabris e sua esposa saíram de casa para vistoriar obras em Várzea Grande, que estão sendo realizadas por conta de emendas parlamentares destinadas por ele à Prefeitura.
A defesa ressalta que ao ser avisado da diligência dos policiais federais a sua casa, por volta das 6h30min, Fabris só não voltou para casa, pois quis evitar “abalos psicológicos” e “constrangimentos” em sua mulher. Eles foram, então, tomar um café em um tradicional local. Durante do dia da deflagração da operação, o parlamentar relata ainda que almoçou em uma peixaria e trabalhou na Assembleia no período vespertino.
Ao ministro, o advogado declara que como não houve fuga e, muito menos, perseguição policial, não há o que se falar em prisão em quase flagrância. A defesa ainda ressalta que Fabris se apresentou a PF, quando teve conhecimento do mandado de prisão.
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Roberto Renato 19/09/2017
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
Augusto 19/09/2017
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2 comentários