O juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Cuiabá, determinou o sequestro de mais de R$ 44,3 milhões dos alvos da Operação Cupincha, segunda fase da Curare, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta (28). Entre os alvos da medida está o ex-secretário Célio Rodrigues da Silva, que teve mais de R$ 2,16 milhões bloqueados em imóveis e móveis. Ele também teve a prisão preventiva decretada.
O empresário Paulo Roberto de Souza Jamur, que também foi preso preventivamente em Curitiba, é o que teve o maio valor de bens sequestrado, com R$ 4,19 milhões. De acordo com a PF, Paulo e Célio são sócios na cervejaria Cuyabana, que teria sido adquirida por eles com desvio de recursos públicos.O ex-secretário seria "dono oculto".
Se somado com os valores sequestrados de Míriam Flávia Caldeira Jamur, que ficou com mais de R$ 3,60 milhões indisponíveis e que tem algum tipo de parentesco com Paulo, e o escritório de advocacia Paulo Jamur Sociedade Individual de Advocacia com mais de R$ 3,46 milhões bloqueados, o valor sequestrado é superior a R$ 10 milhões.
Já o terceiro principal alvo da Cupincha, o empresário Liandro Ventura da Silva, teve mais de R$ 2,16 milhões bloqueados pela Justiça. O investigado é suspeito de ser laranja e também é sócio da cervejaria. Ele teve mandado de prisão expedido, mas está foragido..
As ações da cervejaria Cuyabana também foram sequestradas pela Justiça. Na lista também aparecem dois imóveis sem identificação do proprietário, sendo um deles no Condomínio Residencial Vila Paço na avenida República do Líbano, além de uma lancha comprada pela empresa Ventura Prestadora de Serviços Médicos Hospitalares Ltda (HospMed).
Célio, Paulo e Liandro tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça. Os três e os demais alvos da operação tiveram o sequestro de joias, relógios, obras de arte, veículos, moeda brasileira ou estrangeira em espécie ou quaisquer itens de valor, que custam mais de R$ 10 mil.
Além dos alvos citados acima, também tiveram bens bloqueados Joany Costa de Deus (esposa de Célio), Leilson Ventura da Silva, Paula Cristina Alencar de Oliveira, Paulo Roberto Oliveira do Amaral, Vilmar José de Moraes, Vagner Fábio Rodrigues e a empresa MedPremium Comércio e Distribuidora de Produtos Médicos e Hospitalares Ltda - veja lista.
Todos eles também tiveram o sigilo de celulares, computadores e quaisquer dispositivos de informáticos derrubados para investigação pela Polícia Federal.
O valor total em dinheiro de bens sequestrados e bloqueados pela Justiça na operação se aproxima ao montante apontado pela PF como possivelmente já desviado dos cofres públicos.
Segundo as investigações, o grupo de empresas recebeu pelo menos R$ 100 milhões pelos serviços prestados à Prefeitura de Cuiabá entre 2019 e 2021 e teria pago parte (não se sabe quanto ainda) em vantagens indevidas, seja de forma direta ou por intermédio de empresas de consultoria, turismo ou até mesmo recém transformadas para o ramo da saúde.
Paralelamente, o grupo empresarial investigado na primeira fase da Operação Curare promovia supostas “quarteirizações” de contratos administrativos, que viriam a beneficiar, em última instância, o servidor responsável pelas contratações com a secretaria de Saúde e Empresa Cuiabana de Saúde Pública, incluindo o pagamento de suas despesas pessoais.
Em nota, a Prefeitura de Cuiabá ressalta "que nenhum mandado de busca e apreensão foi cumprido em prédio do município. Destaca ainda que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações".
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pedro 30/10/2021
e o prefeito não sabia de nada, não sentiu falta do dinheiro q o governo federal mandou, e não esta sabendo de falta de remedios nos postinho. que gestor é esse. cade o bando de vereador defensores do prefeito senhor juca do guarana, o que a camara esta fazendo que não fiscaliza. fica ai aparecendo entregando cestas basicas,
1 comentários