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Legislativo Terça-feira, 29 de Setembro de 2015, 11:57 - A | A

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CPI da Copa

Nadaf frustra deputados e refuta responsabilidade em obras da Copa

Alline Marques

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CPI da Copa ouve ex-secretário Pedro Nadaf, mas não consegue nada novo

O ex-secretário Pedro Nadaf chegou à Assembleia escoltado com dois policiais para prestar depoimento na CPI da Copa e frustrou as expectativas dos parlamentares.

Nadaf fez questão de afirmar que pouco participou da organização da Copa. Ele foi o responsável de apresentar as vantagens de Cuiabá sediar o evento, no período que antecedeu a escolha da cidade-sede. 

Nesta época Nadaf comandava a secretaria de Turismo. Ele fez duas viagens internacionais para defender Cuiabá e presidiu o Comitê Pró-Copa. Numa das viagens foi acompanhado do ex-presidente da Federação de Futebol, Carlos Orione, ex-secretário de Infraestrutura, Vilceu Marchetti (ja falecido), Wilson Santos (PSDB), na época prefeito da Capital, ex-secretário de Esporte, Baiano Filho (PMDB), além de um representante do setor turístico.  

Nadaf falou por cerca de uma hora e se isentou de qualquer responsabilidade relacionada aos problemas decorrentes da Copa. Ele destacou que não participou da troca do modal de transporte de BRT e VLT.  

Os deputados utilizaram falas do ex-secretário dada à época para contestar algumas informações. Porém, Nadaf desviou das perguntas e por várias vezes destacou a participação de Baiano, responsável por ser o interlocutor com o governo Federal, através do Ministério dos Esportes.

 O deputado Mauro Savi (PR) o questionou sobre quais motivos levaram Cuiabá ser escolhida, diante da falta de influência política, além de insinuar um suposto acordo entre o governo, Fifa e empreiteiros para que a Copa viesse para Mato Grosso. 

Nadaf alegou desconhecer qualquer acordo e ressaltou que a disputa sempre foi com Campo Grande e fatores como a história e até a rede hoteleira foram importantes.  

Savi lembrou que o ex-secretário também esteve a frente da Casa Civil e era homem forte do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e o indagou sobre seu conhecimento das obras.  

Nadaf disse que acompanhou a movimentação dos secretários da equipe econômica do governo na busca por recursos. Ele aponta que houve problemas nos repasses federais que geraram atrasos nas obras, além de problemas na fonte 100 e outros. Porém, negou ter participação direta na organização.  

O deputado Wagner Ramos (PR), sub-relator de projetos, disse que Nadaf pouco contribuiu para CPI, mas ressaltou que a Comissão possui documentos e pode voltar a chamar o deputado Baiano diante dos novos fatos citados pelo ex-secretário.  

Ramos pontua que a CPI quer saber como se deu a escolha de Cuiabá e se houve irregularidades.

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