Gilberto Leite/Rdnews
Vereador foi alvo de 2 pedidos de abertura de processo de cassação que acabaram sendo arquivados
O presidente da Câmara de Cuiabá, Julio Pinheiro (PTB), que morreu aos 56 anos desta segunda, 20, embora não tenha enfrentado acusações de corrupção, deu declarações polêmicas e protagonizou escândalos de ordem pessoal. Conhecido por não ter papas na língua, o parlamentar estava internado no Hospital Santa Rosa, na Capital, desde o última dia 3 e, no dia seguinte, deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e passou pelo procedimento cirúrgico que durou cerca de cinco horas. Ele retirou um aneurisma roto da aorta abdominal, rompido e tamponado.
O escândalo mais conhecido do parlamentar ocorreu em abril de 2012, quando o petebista foi preso pela PM após ameaçar agredir a esposa com um garfo de churrasco. Embriagado, ele também teria jogado pedras contra as vidraças da residência, além de danificar móveis e utensílios domésticos.
O vereador foi alvo de dois pedidos de abertura de processo de cassação por conta desse acontecimento. No entanto, a própria esposa elaborou uma declaração negando a suposta agressão e os pedidos acabaram sendo arquivados. Dias depois, em entrevista coletiva, o presidente da Câmara reconheceu que tinha problema com bebidas alcoólicas, mas negou ter ameaçado ou tentado agredir a esposa. "Vou me tratar", revelou.
Declarações polêmicas
Em uma entrevista ao RDTV, em 2012, Pinheiro falava sobre o aumento do subsídio dos parlamentares e verbas indenizatórias, quando disse que "se tivessem coragem, eu dobrava o valor das verbas". Para ele, R$ 9,2 mil era “pouco” para os 19 vereadores da Capital.
Em outra entrevista, concedida em abril do ano passado, após a Assembleia reajustar o valor da verba indenizatória de R$ 35 mil para R$ 65 mil, Pinheiro descartou a hipótese de reajustar a verba indenizatória dos vereadores por conta da situação financeira enfrentada pelo Legislativo.
Foi nessa ocasião que fez a seguinte observação: "Tenho 20 anos de vida pública. Mereço ganhar bem para fazer a coisa certa. Administro o duodécimo de R$ 40 milhões e não posso ser tentado a roubar. Preciso de um bom salário para não correr o risco de fazer como os gestores da Petrobrás", declarou em entrevista ao
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Dutrinha e Sanecap
Em 2011, durante um curto mandato de prefeito de Cuiabá por 15 dias, Júlio Pinheiro mandou extinguir a Sanecap para fazer a concessão do saneamento, desapropriou estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, e quis reduzir o benefício do passe-livre, com veto a estudantes de instituições privadas.
Enquanto prefeito em exercício, Pinheiro baixou um decreto que determinou a desapropriação do estádio, que pertencia à Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF) e passou a ser patrimônio do município. Cerca de R$ 3,5 milhões em indenização tiveram que ser pagos pela área de 25 mil m2 que engloba toda a quadra onde está localizado o estádio, no centro de Cuiabá.
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