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EDUCAÇÃO NA MIRA

Sérgio Ricardo anuncia fiscalização sobre compra de livros nas redes municipal e estadual de ensino

Suspeita é de aquisição excessiva e desnecessária de livros; prefeito aponta unidades com custo de quase R$ 1 mil

Da redação

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou, nesta quinta-feira (28), que o órgão vai apurar irregularidades na aquisição de material didático pela Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá e pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). 

Tony Ribeiro/TCE-MT

Abilio Brunini e Sérgio Ricardo

O tema foi debatido em reunião com o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), na sede da Prefeitura, onde foi apresentada denúncia sobre supostas irregularidades na compra de material didático ocorridas entre 2025 e 2026. 

O caso veio a público na quarta-feira (27), quando o prefeito anunciou a abertura de investigação conjunta com a Controladoria-Geral do Município (CGM), apontando para a possibilidade de um rombo que pode ultrapassar R$ 80 milhões. Entre os indícios que motivaram a abertura da investigação, segundo a prefeitura, estão livros adquiridos a valores que chegam a quase R$ 1 mil a unidade e outros títulos a R$ 370. 

Diante do cenário, além da análise documental, o presidente do TCE-MT quer confrontar os dados com a realidade das salas de aula. “Pessoalmente, quero ver os livros, as quantidades, os valores e conversar com os professores para entender como eles compreenderam esse material e por que ele foi adquirido. Se for por uma educação de qualidade, vale investir tudo o que for necessário, mas quero saber o que justifica esses valores”, acrescentou.

O prefeito afirmou que, concluído o relatório, pretende encaminhá-lo ao TCU, à Polícia Federal, à Polícia Estadual e ao Ministério Público. Além disso, reforçou o apelo a servidores da rede municipal que tenham conhecimento das irregularidades para que colaborem com as investigações. 

Extensão ao Estado

Segundo Sérgio Ricardo, a investigação deverá se estender à rede estadual. O tema deverá ser incorporado ao acompanhamento já realizado pelo Tribunal, que analisa, por exemplo, a evolução de indicadores educacionais apresentados pelo estado, como a escalada para a oitava posição em rankings nacionais de educação.

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Renata 29/05/2026

Tinham que fiscalizar também o setor da merenda escolar. Uma coisa horrível. Nem se compara com a alimentação do Estado.

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1 comentários

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