O jornal britânico The Times realizou entrevista com a deputada estadual Luciane Bezerra (PSB), que foi questionada quanto aos problemas enfrentados por Cuiabá, sede dos jogos da Copa a serem realizados em junho. Com 56 obras simultâneas, o prejuízo vivenciado pela população foi um dos pontos indagados à socialista. Luciane, por sua vez, destaca que protestos devem assolar o país durante o Mundial, tendo em vista a indignação do povo.
O jornal desmoraliza Cuiabá ao trazer na reportagem que a Capital não foi uma escolha óbvia para sediar os jogos, uma vez que as equipes de futebol do Estado não estão entre os melhores classificados do país. “Além disso, o terminal do aeroporto da Copa é uma concha vazia de vigas de aço. Uma estrada de ferro planejada levando à cidade é uma vala enlameada, enquanto o trabalho de construir obstrui o tráfego. A obra será concluída meses após a competição terminar, e já é assunto de uma investigação de fraude federal”, diz trecho da matéria.
O periódico também enfatiza que ao invés da Copa ser usada como oportunidade de Cuiabá atualizar seu sistema de transporte e mostrar ao mundo o seu melhor, moradores do município reclamam que bilhões de dólares foram desperdiçados em um lugar onde os hospitais públicos são um caos. Apesar disso, o secretário da Secopa, Maurício Guimarães, reconhece que o projeto foi ambicioso e diz, ao The Times, que este é o maior evento que já aconteceu em Cuiabá.
O jornal aponta ainda a falta de hotéis, os atrasos nas obras, bem como os investimentos milionários na Arena Pantanal. O estádio, com 42,5 mil lugares, sediará somente quatro jogos: Rússia x Coréia, Nigéria x Bósnia, Chile x Austrália e Japão x Colômbia. Foram investidos 140 milhões de dólares, equivalentes a R$ 500 milhões, e que devem ser alvo de investigação.
Segundo Luciane, ao invés de estimular o crescimento, a Copa deixará Mato Grosso com uma dívida de R$ 6 bilhões. “Ao invés de investir no setor do turismo, o governo concentrou-se em projetos de infraestrutura, porque eles são mais fáceis de enganar”, disse a parlamentar de oposição. A deputada ainda expõe que há grande revolta na sociedade devido à má gestão no Estado. “Acho que vai haver protestos em todo o Brasil. Uma oportunidade para as pessoas irem às ruas para reivindicar seus direitos”. (Com Assessoria)








Djalma Rodrigues Carneiro Melo 05/04/2014
Parabéns por mostrar a verdade pois nossos governantes não tiveram competencia para administrar as obras durante todo esse tempo. Esperamos que o ministério publico nos proteja fazendo uma varredura na aplicação do dinheiro nas obras da copa do pantanal que de pantanal nada tem pois esqueceram o turismo. Qual e o comprometimento desses políticos com nosso estado a não ser o bem próprio, se nem daqui são. Cidadão que ama Varzea Grande.
nelson fleury 05/04/2014
inglaterra gasta milhoes para sustentar uma familia real, povinho atrasado, quer nos encher o saco.
Gean 05/04/2014
Quatro, digo quatro anos para este DesGoverno fazer a tempo tudo, desde que foi anunciado como sede de uma Copa do Mundo e pela super incompetência estamos passando as maiores vergonhas do mundo, nacional, internacional, intergaláctica, parabéns Silval e seu paquiderme Maurício Magalhães, vocês se superaram na omissão de prazos, no despreparo, na falta de pulso, na falta de fiscalização, cobrança das empreiteiras, em tudo, totalmente despreparados!!!
CLAUDINEY QUEIROZ 05/04/2014
Uma parlamentar que se elege com argumentos de fiscalizar o governo e cuidar dos interesses do povo, faz o que nesse momento ? há uma comissão de deputados que fiscalizam as obras da copa, o que encontraram ate aqui ? como os empréstimos bilionários para o VLT e outros foram aprovados pelo parlamento que a nobre deputada representa ? Falar dos problemas que a cidade se encontra para imprensa inglesa é muito fácil, penso que isso não transforma em voto, o que eu como cidadão espero é o trabalho de cada autoridade em suas devidas funções que foram eleitas.
Adriano 05/04/2014
Ninguém fala daquele estacionamento megalomaníaco que está sendo construído na Assembléia. Esse ainda vai ser um dos maiores escândalos da história recente de Mato Grosso.
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