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Esporte e Lazer Sexta-feira, 15 de Julho de 2016, 09:00 - A | A

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Aos 75, Federação de Futebol convive com déficit, cobra torcedor e diz que sem dinheiro não se chega à Série A

Gabriele Schimanoski

Gilberto Leite/Rdnews

joão carlos fmf

João Carlos, presidente da FMF com renúncia de Carlos Orione, reclama que o torcedor não comparece aos estádios e considera que hoje faltam craques nos times

Responsável por gerir o futebol mato-grossense e representar os clubes estaduais perante a CBF, a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), prestes a completar 75 anos, enfrenta dificuldades para equilibrar o caixa, cobra participação dos torcedores nos estádios e alega que “o futebol regional é bom, mas o que falta é a parte administrativa dos clubes”. Em entrevista ao , o presidente João Carlos de Oliveira comenta estes temas e o que considera acertos do esporte no Estado.

 Nascido no interior da Bahia, em Vila Real, João Carlos assumiu o cargo, efetivamente, em fevereiro desse ano quando o "eterno" presidente Carlos Orione pediu renúncia do cargo devido a problemas de saúde. Ele tocava a FMF desde 1977. Com a vacância da cadeira, conforme o estatuto, quem assume é o vice-presidente mais velho dentre os quatro que compõem o quadro.

Gilberto Leite/Rdnews

simbolo da fmf

Federação Mato-Grossense de Futebol, que foi fundada há 74 anos

"Como eu era o mais velho assumi, mas eu costumo dizer que comecei no futebol como jogador em 1977, quando tínhamos um futebol pujante. O Verdão recebia 40 mil torcedores. Naquela época era diferente, pois não havia essa comodidade de TVs transmitindo os jogos e além de ser uma das poucas opções de entretenimento”, destaca João Carlos. 

Para ele, embora existam hoje grandes nomes brasileiros atuando no futebol Europeu, os craques acabaram.

“Nas décadas 80, 90, haviam mais craques no Brasil inteiro, o futebol tinha mais força. Atualmente, nós não temos craques. É um futebol muito competitivo, corredor, não existem aqueles jogadores clássicos, com ginga, aquela malícia do cara saber driblar. Tudo é uma questão de força agora”, avalia.

Força também é o que faz a Federação para se manter ativa. Mesmo recebendo uma verba fixa por mês da CBF, dispensando funcionários (seis foram demitidos neste ano) e promovendo “rodadas duplas”, a entidade tem trabalhado com déficit que varia de R$ 10 mil a R$ 15 mil por mês. Fechou 2015 com R$ 90 mil de saldo negativo. “A verba que recebemos mal cobre a folha de pagamento e todas as Federações recebem o mesmo valor, tanto a paulista quanto a carioca, da mais rica a mais pobre”, explica.

Utilização da Arena

Gilberto Leite/Rdnews

joão carlos fmf

João Carlos cobra  que a Arena Pantanal seja liberada logo para sediar grandes partidas de futebol

Para tentar cobrir as despesas, que variam desde a contração de segurança particular, ambulância e “bilheteiro”, a FMF busca trazer grandes jogos para a Capital, mas a Arena Pantanal precisa estar liberada para tanto, com as licenças em dia. “Para tapar esses débitos tentamos com a ajuda de empresários trazer jogos de maior visibilidade, pois não temos nenhum tipo de patrocínio, tivemos no campeonato estadual com a TVCA, mas foi o único, confiamos em alguns possíveis patrocinadores, mas na hora os contratos não foram fechados”.

O presidente esclarece que, embora a Arena Pantanal tenha toda estrutura necessária para a realização de jogos, os custos são altos, pois envolve um número maior de terceirizados. Cita que o jogo entre Luverdense e Vasco, pelo campeonato Brasileiro da Série B, neste sábado, no Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde, envolve contratação de cerca de 200 profissionais. Já se essa mesma partida fosse realizada na Arena, com presença de 30 mil pessoas, deveríamos escalar 1,3 mil para o trabalho de logística.

Uma das alternativas para baratear os custos e diminuir o número de terceirizados seria o Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, mas o estádio localizado no centro da capital não está em condições de uso. “A prefeitura não nos ajuda e a secretaria estadual das Cidades não termina o projeto. Precisamos contar com ajuda de pessoas de fora, como o Mário Cândia, por exemplo, buscando meios para a reforma do Dutrinha, afinal, fica humanamente impossível fazer todos os jogos na Arena”.

João Carlos alega que a Federação e os clubes não querem dinheiro público, mas incentivos por meio de parcerias. “Acho que o prefeito Mauro Mendes deveria olhar com mais carinho, como também o secretário de Esportes, Beto, para o estádio Dutrinha, pois isso aqui é um patrimônio. Quando foi época da Copa-2014, disseram que seria um centro de treinamento, mas não aconteceu. O futebol não pede mais nada do que isso aí”, afirma.

Cobrança ao torcedor

Gilberto Leite

sede da fmf

Sede da FMF, no centro de Cuiabá; presidente João Carlos diz não admitir pecha de que entidade representa retrocesso do futebol

Outro fator importante para fomentar o futebol mato-grossense, bem como angariar fundos, é o comparecimento do torcedor nos estádios. E, nesse caso, João Carlos cita outra parceria que considera viável para o comparecimento do torcedor: a liberação de ônibus nos dias de jogos. “Não precisa ser de graça, mas que tenhamos uma parceria para que o torcedor possa chegar com facilidade ao estádio e voltar para sua residência em segurança”, comenta.

A FMF contratou uma consultoria para identificar quais são os gargalos. O diagnóstico fica pronto neste ano. De antemão, o presidente afirma que as rodadas duplas nas segundas, a partir das 18h, vão retomar. “Essa medida visa facilitar os custos e atrair o torcedor, já que no domingo tem futebol na TV, fora que o torcedor do interior tem se mostrado bem mais participativo e atuante, batendo todos os recordes de público”.

Gilberto Leite/rdnews

sede propria fmf projeto

Sonho da Federação é construir nova sede, conforme projeto reproduzido acima, mas vê falta de caixa

Quando questionado sobre o que falta para um time mato-grossense subir à Série A, o presidente da FMF é enfático ao afirmar que é preciso melhor o orçamento e a parte administrativa dos clubes. Para ele, não basta o clube apenas “jogar”. É necessário trabalhar a questão da logística, ter gestão própria com visão de negócio. “O nosso futebol é bom, o que falta é a parte técnica. Os clubes muitas vezes esperam só da Federação. Isso é errado. O clube tem que ter gestão própria, ser independente, porque o papel da Federação é gerir as competições e não ficar cuidando de clube”, dispara. "Queremos só que nos ajudem, Estado, empresários. Aí veremos um time nosso na Série A, pois sem dinheiro é impossível”.

Críticas

Quanto as críticas disparadas à Federação, entre elas de que a entidade representa um retrocesso para o futebol mato-grossense, o presidente discorda de forma veemente. Alega que a FMF que conduz é 14ª hoje no país dentre as 27 existentes. “Esse tipo de comentário é infeliz. Somos fortes e estamos a frente de 13 Estados. Quanto ao futebol, temos o Luverdense na Séria B, o Cuiabá será C, o Sinop e Araguaia na D. Infelizmente fizeram campanhas pífias e não compete à Federação bater um pênalti ou um tiro de meta. Compete ao dirigente fazer um planejamento e ao torcedor ajudar o clube”.

Para ele, o torcedor que só crítica deveria participar mais do futebol ajudando seu clube “in loco”. “Ajude na administração, dê um palpite, participe, porque torcedor de cadeira temos bastante, mas agora aquele que vai lá e ajuda é muito difícil. Eu convido também para que venha nos ajudar, conversar. Temos uma casa aberta e sempre fui a favor do diálogo”. 

Novas eleições

Conforme o novo estatuto, eleições para renovar a diretoria na FMF devem acontecer a cada quatro anos. João Carlos tem até 26 de maio de 2017 para convocar uma nova eleição. Todos os clubes que estão regularizados perante a Federação podem votar. Ao todo são 12 times na 1ª divisão e outros oito na 2ª divisão.

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Ander 17/07/2016

Verdao vivia lotado porque não tinha shopping em Cuiabá e VG xomano!!!

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Francisco Antonio de Almeida 16/07/2016

Cobrar torcedores para torcer por qual time. Mato Grosso não tem time de futebol, o único que desponta num futebolzinho pouco acima do medíocre é o LEC mas mesmo assim se os empresários não bancarem o time morre porque torcida não tem.

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Mane 16/07/2016

Enquanto este moço estiver ai ,no bem bom,não vou a Arena Pantanal,assistir jogos do Matogrossense. Não vou carregar MALA !!!

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Gilstinho 16/07/2016

É companheiro João Carlos, como podem ver por aí, vai demora pro Pedro Taques terminar esta arena. Como podem observar, Ele Taques, já demostrou,não estar nem um pouco interessados em apreçar os términos das obras do Silval Barbosa. Taques, arruma desculpa pra tudo. Hora, é com auditorias, depois, é auditorias da auditorias feita por eles mesmo. Depois fala que não vai terminar o VLT se Dilma presidente que ta voltando, não custear o VLT. Mas, ta na cara que todo este embromexo, é por que as obras são todas do ex-governador e não dele, e olha que já vai fazer dois anos no governo e nada de obra grande pra marcar seu governo, em Cuiabá. Só sabe ficar repetindo exaustivamente as frases " me permite, por favor,pois não, é possível" é duro ouvir sua entrevista. Ta na hora do MPE dar uma aperto no Taques, como dava no Silva pra apresar as obras. A estrada do moinho tá lá todo dia com carro quebrado por ter caído nos buracos da obra do Estado. Não adianta enrolar, queira ou não, as obras sempre será do Silval Barbosa. Quem Comprou mateus que embala mateus .

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pelezinhu espirito guerreiro 15/07/2016

e isso ai meu irmão na nossa epoca verdão vivia lotado eramos primeira divisão hj aqui no ceu ta medo de ver jogos ai

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Luiz Campos 15/07/2016

Conversa fiada, larga o osso então.

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espirito de bife 15/07/2016

ue corre trecho nun come mosca cara vai incentiva a turma na minha epoca verdao vivia lotado chomano porque sera

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juca 15/07/2016

rapaz quando tempo ficou orione na presidencia quando ganhava para votar no titio ricardo texeira, invista primeiro cobra depois irmão do jeito que ta ai nunca vai subir

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Chico 15/07/2016

Nunca vi isso: a TVCA transmite o jogo ao vivo da Arena Pantanal, assim, quem vai sair de casa pra ir ao estádio????

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9 comentários

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