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Sexta-Feira, 26 de Maio de 2017, 08h:25 | Atualizado: 28/05/2017, 10h:23

Músicos de Rondonópolis se unem pela cena alternativa e fazem shows


De Rondonópolis

Arquivo Pessoal

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A banda de Diogo Ferrer (ao centro) decidiu que a "união faz a força" e garante o futuro da cena

Músicos de Rondonópolis se reuniram em torno do fortalecimento da música alternativa na cidade. E já estão na ativa, com shows realizados todos os domingos no Casario, às margens do Rio Vermelho.

No palco, cada semana uma banda toca para o público e, assim, como em um rodízio de música alternativa em um calendário fixo, eles não pretendem mais parar de se apresentar.

A ideia teve início em uma reunião para tratar de assuntos culturais. Foi aí que os músicos perceberam que também era a hora de agir, de criar uma cena forte na cidade e não deixar a música alternativa sem espaço.

“As últimas semanas têm sido interessantes, com as bandas integradas, se propondo a tocar nos espaços e em manter a cena alternativa. Parece que acordamos para a vida. É isso o que está acontecendo”, diz Diogo Ferrer, músico que toca guitarra e violão nas bandas Old Rock, TLT Rockers e ainda tem um trabalho solo autoral.

Para Diogo, o que tem hoje em Rondonópolis, com o movimento dos músicos, é tudo o que se precisava para fazer acontecer uma cena fortalecida na música alternativa. “Hoje, estamos fazendo o que antes não se fazia e todos participam. Desde daquele que têm maior reconhecimento até aqueles que têm menor visibilidade no meio musical”, explica.

A busca incessante por fortalecer a cena musical também é uma forma que encontraram de incentivar uma maior profissionalização dos próprios músicos. “É muito importante, porque se tem uma coesão, com uma cena mais profissional, assim leva a todos a produzir melhor, motiva a compor”, destaca Uender Bruno Martins Torres, músico que toca baixo na banda Diane e Banda.

Uender afirma ainda que o movimento já está fazendo diferença, fomentando a música alternativa, levando gente a gravar, fazendo com que acreditem em seus projetos. Para ele, por outro lado, uma vez que os bares comecem a ver com outros olhos a música alternativa, perceberão que há sim público em Rondonópolis para esta cena.

Músicos consideram que proximidade e regularidade das bandas ajuda a cena a se manter

Todo esse resultado, para Vinícius Rangel da Costa (voz e guitarra da banda Velhos Jovens), partiu da proatividade dos músicos em se unirem, porque a cena estava dispersa. “Primeiro temos que fazer com que funcione muito bem aqui em Rondonópolis, depois é levar além, ganhar novas localidades, para que se crie intercâmbios que fomentem a música autoral e toda a cena independente”, relata.

De acordo com o músico que toca baixo nas bandas Electric Void e Remnantes, Caio César Araújo Ramos, a tentativa é fazer algo juntos, com valorização das bandas locais, fomentando toda uma cena alternativa e trazendo o público para integrar. “Sempre houve muitas bandas na cidade, mas não havia união. Hoje formamos um movimento em comum para que a cena local se fortaleça”, ressalta.

Bandas como Espírito das Máquinas, Trilogia, Remorse, Red River, Groovin e Banda da Nega também participam ativamente do movimento, entre outros músicos. Os músicos já contam com o apoio de produtores musicais da cidade e de comerciantes do Casario.

Galeria de Fotos

Credito: Arquivo Pessoal
Electric Void defende duas frentes: a do rock pesado e a vontade de manter a cena independente de Rondonópolis
Credito: Músico de duas bandas, Electric Void e Remnantes, Caio César Araújo Ramos procura unir todas as bandas de Rondonópolis em busca de valorização
Credito: Espaço para o rock pesado é difícil em Mato Grosso sem união. Uender sabe disso, toca em duas bandas e ajuda a movimentar a cena
Credito: Baixista de Diane e Banda, Uender Torres é um dos líderes do movimento encampado por músicos alternativos
Credito: A banda de Diogo Ferrer (ao centro) decidiu que a união faz a força e garante o futuro da cena rondonopolitana
Credito: Os Velhos Jovens são uma das bandas que se uniram pela sobrevivência em Rondonópolis
Credito: Vinícius Rangel da Costa, da banda Velhos Jovens, considera que intercâmbio com outras cidades é essencial para cena de Rondonópolis

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