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Judiciário Segunda-feira, 17 de Maio de 2021, 12:19 - A | A

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MPE afirma que deputado recebeu R$ 512 mil de empresário para impedir licitação

Mikhail Favalessa

O Ministério Público Estadual (MPE) afirma que o deputado Dilmar Dal Bosco (DEM) teria recebido R$ 512,6 mil do Grupo Verde, que tem como dono o empresário Éder Augusto Pinheiro, a título de propina para atrapalhar o andamento da licitação do transporte público intermunicipal de passageiros. A informação consta em decisão que determinou mandado de busca e apreensão na casa do parlamentar, na 3ª fase da Operação Rota Final.

Ronaldo Mazza

Dilmar Dal Bosco

O deputado Dilmar Dal Bosco é investigado por suposto recebimento de propina no cargo

A operação foi deflagrada na sexta (14) pelo Núcleo de Ação de Competência Originária (Naco) e pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), utilizando informações prestadas pelo delator premiado Max William de Barros Lima, que seria um dos operadores do esquema.

O MPE apura os crimes de organização criminosa, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, fraude à licitação, entre outros. Foram alvos da operação Dilmar, o ex-deputado Pedro Satélite, que também teria recebido propina, além de Éder Pinheiro, do presidente do Setromat, Júlio César Sales de Lima, e da assessora parlamentar Cristiana Cordeiro Leite Geraldino.

A decisão do desembargador Marcos Machado cita que Dilmar Dal Bosco, com auxílio da servidora, e o ex-deputado Pedro Satélite "teriam obstado a tramitação do respectivo procedimento licitatório, com a finalidade de manter a exploração precária do serviço público de transporte intermunicipal por partes dos integrantes do grupo criminoso". O magistrado, contudo, negou pedido do MPE para fazer busca e apreensão também no gabiente atual parlamentar na Assembleia.

Dilmar e Satélite integravam a Comissão Especial de Transportes do Legislativo, como relator e presidente, criada em 27 de agosto de 2015. Os dois, junto do empresário Éder Pinheiro e do presidente do Setromat, Júlio César Sales de Lima, teriam feito lobby junto ao então governador Pedro Taques para que o Estado não cumprisse o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) feito com o MPE para fazer a licitação do setor.

A assessora teria ajudado Dilmar a receber, entre 2014 e 2017, propinas que totalizaram R$ 512,6 mil, "todas custeadas pelo investigado Éder Augusto Pinheiro, proprietário do Grupo Verde e suposto líder da organização criminosa, dividida em 15 parcelas de R$ 10 mil cada, consoeante extra-ise da colaboração premiada e documentos apreendidos".

pedro satelite 680

Ex-deputado Pedro Satélite também teria recebido vantagens indevidas do grupo criminoso

De 2012 a 2018, Dilmar teria recebido passagens de ônibus como "cortesias" da Verde, que somaram R$ 313,3 mil. Já Pedro Satélite, entre 2013 e 2018, também teria recebido R$ 332,4 mil em passagens de cortersia. Os valores foram confirmados pelo delator e também por dados extraídos de aparelho celular apreendido na primeira fase da operação.

O presidente do Setromat, Júlior César Sales de Lima, teria pago propina aos deputados. Em 2011, de acordo com o MPE, os dois receberam R$ 472,5 mil e R$ 147,5 mil, respectivamente, " nos termos da planilha apreendida em cumprimento de mandado de busca e apreensão e declaração do colaborador".

No total, Pedro Satélite teria recebido R$ 1,1 milhão entre 2014 e 2018, repassados pelo Grupo Verde a seu filho, Andrigo Gaspar Wiegert e Glauciane Wiegert. Ele também teria recebido uma Mitsubishi Pajero Sport HBE, avaliada em R$ 35 mil, e que foi registrada em nome da filha Marciana Wiegert Alonço dos Reis.

Da parte de Dilmar, a servidora Cristiane Cordeiro Leite Geraldino teria recebido o pagamento mensal por meio de cheques entregues por Éder Pinheiro.

"Com base em evidências obtidas após o cumprimento das medidas cautelares deferidas e do conteúdo de colaboração premiada, a investigação alcançou/obteve novos elementos que induzem o envolvimento de Dilmar Dal Bosco, tendo sido inclusive apreendidos canhotos de cheques, com campos intitulados "pago" e "depósito", registrando "Dilmar" e "10.000,00". Essas movimentações financeiras também estão descritas no Relatório Bancário nº 26/2020, das quais se constata que o então assessor parlamentar Adão Ewaldir Garcia (falecido) compensou quatro cheques, provenientes do Grupo Verde e referentes aos meses de janeiro/fevereiro/março/maio de 2017, no montante de R$ 40 mil, e transferiu essa quantia para o investigado Dilmar Dal Bosco", diz a decisão.

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Suelene 17/05/2021

COITADINHOS DESSES DEPUTADOS ELES SÃO EVANGÉLICOS.

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deovaldo 17/05/2021

Se investigarem quem recebeu e quem recebe propina, basta analisar os deputados que eram da base do governo desde a era Maggi...quem foi do reduto recebeu e os opositores ficaram a ver navios...se não me engano somente 2 e no máximo três deputados não receberam propina...ai nessa AL-MT

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Realista mais realista que o rei 17/05/2021

E ele é a favor do estado mínimo. Por essa e outras dá para entender a razão.

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joaoderondonopolis 17/05/2021

Vou acompanhar este processo, pois eles falam que nada devem, sendo que agora o Gaeco tem até o valor e quem forneceu a propina. Pode isso juvenal?

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idalino 17/05/2021

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Eleitor 17/05/2021

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Luiz Márcio de Oliveira Santos 17/05/2021

Raça de sanguessugas não está nem aí para população,a ganância e o poder está sempre a frente para está raca de pessoas,deveria ser presos perder mandato.cadeia neles.

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7 comentários

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