O advogado Elson Marcelino da Silva Júnior, um dos representantes do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, afirmou que a defesa considera abandonar o plenário mais uma vez no júri remarcado para esta sexta-feira (31). Carlinhos é réu pelas mortes da ex-namorada, Thays Machado, e do namorado dela, Willian César Moreno. O crime aconteceu no dia 18 de janeiro de 2023 em frente ao edifício Solar Monet no bairro Consil, em Cuiabá.
Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (30), Elson reforça a tese da falta de tempo hábil para análise do processo e questiona a convocação da Defensoria Pública.
"Quando falam em abandono de plenário, parece que nós estamos desistindo da causa. Veja, tudo o que eu sempre falei: nós não temos o tempo suficiente para o preparo. A Defensoria Pública foi intimada no dia 21. [Ela] sai do plenário, intimada para que compareça na sessão. Caso a defesa não faça o seu serviço, ela assumiria. Fora protocolado um habeas corpus pela Defensoria Pública, pela ilegitimidade da intimação, tendo em vista que o senhor Carlos Alberto Bezerra tem advogado, no caso, eu", afirmou.
"Você não pode simplesmente substituir uma defesa assim. Não é assim que funciona. Tem que ser perguntado ao réu se ele teria um outro advogado. Caso não tenha um outro advogado, se seria possível a nomeação do defensor", completou Elson.
O profissional ressaltou que, após a Defensoria ser intimada, levantou-se o mesmo argumento: a falta de tempo considerável para que o defensor pudesse analisar o processo de Carlinhos. Elson comentou que chegou a conversar sobre e brincou: "Nunca vi a Defensoria Pública abandonar um plenário".
O advogado afirmou que o habeas corpus protocolado pela Defensoria Pública foi negado e que ele não sabe como os trâmites seguiriam daí para frente, mas que não exclui a possibilidade de deixar mais uma vez o plenário.
O julgamento
Na última terça-feira (21), data em que aconteceria o julgamento, os advogados de defesa de Carlinhos Bezerra abandonaram o Tribunal do Júri após ter mais um pedido de adiamento negado pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, que presidia a sessão.
No plenário, o advogado Elson Marcelino fez uma longa fala, alegando cerceamento de defesa, pois, segundo ele, não houve tempo suficiente para análise dos documentos, que não cabiam num pen drive, e o mesmo precisou comprar um HD externo. Na sequência, afirmou que sairia do júri, ao que a juíza respondeu: "Podem abandonar, sintam-se à vontade".
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) havia solicitado a nova data para o dia 3 de agosto, mas a juíza negou e agendou para o dia 31 de julho.
Relembre o caso
A ex-namorada de Carlinhos, Thays Machado, e o namorado dela, William César Moreno, foram mortos a tiros na tarde do dia 18 de janeiro de 2023, no bairro Consil, próximo à Avenida Historiador Rubens Mendonça (Avenida do CPA), em Cuiabá. Thays estava em frente ao Edifício Residencial Monet, onde a mãe dela morava, para entregar uma chave à genitora. William a acompanhava.
Conforme publicado, Thays estava em um relacionamento com Willian há cerca de um mês quando, na madrugada do dia do crime, ela foi ao aeroporto para buscar o atual namorado. Na data, os dois teriam sido abordados por Carlinhos, que os ameaçou com uma arma de fogo.
Ela ligou para o 190 e denunciou a situação. Na ligação, ela foi orientada a procurar a Delegacia da Mulher e foi solicitado que entrasse em contato, “caso fosse necessário”. De acordo com as investigações, Thays não procurou a Delegacia da Mulher para formalizar a denúncia e pedir medida protetiva.
Um pouco mais tarde, por volta das 17h daquele dia, ela e Willian Moreno foram assassinados na calçada do edifício onde a mãe de Thays morava.
Horas depois, Carlinhos foi preso em uma chácara da família e, durante interrogatório na Polícia Civil, confessou o crime. Ele argumentou que sofre de diabetes e que estava em “estágio de neuropatia”, o que lhe causou o desequilíbrio emocional e que isso teria motivado o crime.
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pedro 30/07/2026
eu ach que quando um advogado deixa o plenario deveria ser dado voz de prisão por abandonar o cliente perante o juri, ou no mínimo uma multa bem pesada
Fabio Olhar Verdadeiro 30/07/2026
Eu quando crianca, ouvia falar que quando alguem tinha curso superior, e fosse preso, tinha tratamento diferenciado, mas as coisas mudaram, hoje pra ter tratamento diferenciado basta ter muita grana, e ser influente, consegue ate ser julgado sem uniforme de presidio e algema..............
JORGE LUIZ 30/07/2026
ESSA DEFESA DESSE ASSASSINO TEM QUE IR ATUAR NA GLOBOLIXO
3 comentários