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Judiciário Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014, 10:32 - A | A

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014, 10h:32 - A | A

Operação Terra Prometida

PF aponta que família Versari grila 21 lotes e ameaça assentados de morte

Patrícia Sanches

O esquema de grilagem de terras e de comércio ilegal de áreas da União, conforme as investigações da Polícia Federal, se daria por meio de algumas famílias, que supostamente usavam da influência para se apropriar dos locais. Entre os principais integrantes da organização criminosa estão membros da família Versari, sendo eles os irmãos Oscar, Osmar e Luiz Bento. Os três seriam “influentes, poderosos e temidos” e foram enquadrados como membros do segundo escalão da quadrilha.

Eles são investigados, na Operação Terra Prometida, pelos crimes de corrupção ativa, fraudes diversas, ameaças, crimes ambientais além do crime de invasão de terras públicas. Juntos, teriam 21 lotes.  

Rdnews

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 Trecho de relatório da Polícia Federal sobre envolvimento dos irmãos Versari na grilagem de terras em Itanhangá/MT

As áreas estão no nome de parentes, inclusive de filhos que não possuiriam o perfil de clientes da reforma agrária. “Possuía mais de 25 parcelas no âmbito do PA Itanhangá/Tapurah”, sendo que 14 foram retomados pelo Incra. Segundo o pedido de prisão, os irmãos são violentos e têm "proferido ameaças de morte aos assentados dos 14 lotes retomados", tendo, nas sedes das fazendas em Tapurah e em Itanhangá, armamentos pesados.

Conforme depoimento da testemunha Dirceu Luiz Capelesso, os irmãos ameaçaram assentados para colher o milho que haviam plantado em lotes retomados pelo Incra e avisaram que, com a ajuda de fazendeiros, iriam tirar os assentados do local.

Entre as provas apresentadas estão boletins de ocorrência e CD com fotos da lavoura, demonstrando que quase não existem mais assentados no local, apenas grandes fazendas de soja.

Em depoimento, Oscar, Osmar e Luis relatam que chegaram ao local em 1998. Além deles, foram beneficiados com terras Roberto e Cláudio Versari, e os cunhados Geraldo Fernandes da Conceição e Fernando Pereira Antônio. “Oscar ainda asseverou que, em 2002, o Incra fez uma retomada de diversos lotes com problemas e, seus filhos e sobrinhos também foram contemplados com lotes contíguos, alegando que todos passaram a produzir nos 17 lotes recebidos”.

Esquema 

A organização criminosa é acusada de causar um prejuízo de R$ 1 bilhão. A investigação começou em 2010, após divulgação de reportagens. Conforme denúncia anônima, a quadrilha criminosa que se apropriava de terras da União é integrada por autoridades, fazendeiros, empresários, políticos, servidores e pistoleiros. "Eles se valeriam de ameaças e violência para alcançar os seus objetivos".

Esquema era dividido em 4 núcleos, entre líderes e servidores - confira

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valmor 04/12/2014

EU GOSTARIA DE SABER DA ONDE VOCES TIRAR O VALOR DE 1 BILHAO SE OS LOTES QUE TEM TITULO NEM UM DELES PASSA DE R$ 18.000,00 OU SEJA VAMOS A UMA CONTA MATEMATICA 1.140 X 18.000,00 = 20.520.000,00 POR QUE 9 LOTES DO TOTAL PERTENCEM AO MUNICIPIO, ALGUEM BOM EM MATEMATICA PODE ME FAZER A CONTA????,

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Antonio 30/11/2014

MST pede que PF investigue terras griladas pelo rei da soja no Mato Grosso 28 de novembro de 2014 Da Página do MST Uma operação da Polícia Federal revelou que um grupo criminoso, composto por grandes fazendeiros, grilaram diversas terras públicas pertencentes a áreas de assentamento no Mato Grosso, que, juntas, valem R$ 1 bilhão. O esquema dos latifundiários mostra a grande força do agronegócio no estado, que se vale de tudo para obter mais terras para explorar. Diante disso, o MST do Mato Grosso lança uma nota em que reconhece a importância da ação da Polícia, pois o Movimento sempre foi contra a venda de lotes da Reforma Agrária e denuncia sistematicamente essas ações, mas lamenta que a operação se restrinja a áreas de assentamento, e não investigue as grandes terras reconhecidamente griladas dos latifundiários e grandes empresas. "Lamentamos que essa ação também não seja feita nas terras da Gleba Marzagão, que é terra da União no município de Rosário Oeste, onde o grupo do rei da soja e políticos do DEM e PSD ocupam as terras com plantios de soja, enquanto um acampamento de trabalhadores rurais espera mais de seis anos que a área seja dividida pelo Incra. (...) O Mato Grosso tem mais de 3 milhões de hectares de terras públicas da União, que estão sendo apoderadas pelos principais grupos políticos e econômicos do agronegócio. Todas as grandes empresas do agronegócio no estado têm atuação em terras públicas da União e terra devolutas". Confira abaixo a nota completa: O MST vem a público reconhecer a importante ação da Polícia Federal e da Justiça Federal para desmontar o esquema mafioso e criminoso que o agronegócio executa em Mato Grosso para grilar terras públicas da União e terras devolutas do estado. O agronegócio se utiliza das mais variadas formas de violência física e psicológica contra os mais distintos povos do campo (pequenos agricultores, quilombolas, indígenas) para avançar sobre os territórios. Lamentamos que essa ação também não seja feita nas terras da Gleba Marzagão, que é terra da União no município de Rosário Oeste, onde o grupo do rei da soja e políticos do DEM e PSD ocupam as terras com plantios de soja, enquanto um acampamento de trabalhadores rurais espera mais de seis anos que a área seja dividida pelo Incra. O MST sempre foi contra a venda de lotes da Reforma Agrária e sempre denunciou essa prática. O Incra deveria fazer a fiscalização, mas reconhece o comprador como proprietário legítimo, dizendo que está dentro dos critérios da clientela da Reforma Agrária, através de servidores corruptos ou por omissão. Porém, na maioria das vezes, os lotes vão para parentes ou laranjas, que pagam de duzentos a quinhentos mil reais para comprar um lote destinado a não beneficiários da Reforma Agrária. O Mato Grosso tem mais de 3 milhões de hectares de terras públicas da União, que estão sendo apoderadas pelos principais grupos políticos e econômicos do agronegócio. Todas as grandes empresas do agronegócio no estado têm atuação em terras públicas da União e terra devolutas. O estado não tem nenhum proprietário com mais de 100 mil hectares de terras registrado em seu nome; porém, os reis da soja plantam mais de 200 mil hectares, alegando serem "terras arrendadas". Muito estranho com esse boom da soja os proprietários preferirem arrendar suas terras ao invés de produzir. A Justiça Federal e a Polícia Federal precisam fazer uma fiscalização nesses contratos, para que possamos saber quantos são feitos por pessoas verdadeiras e quantos são apenas contratos fantasiosos. Nosso povo Sem Terra, os verdadeiros beneficiários da Reforma Agrária, estão passando em média oito anos em acampamentos na beira de estrada para conseguir um lote de 20 hectares, enquanto os barões da soja se apropriam de forma criminosa de dezenas de milhares de hectares, utilizando-se até de assassinatos. O MST tem o compromisso de continuar a luta por uma verdadeira Reforma Agrária em nosso país. Continuar a luta contra essas práticas de apropriação indevida e criminosa dos bens da natureza (terra, água, florestas e minérios). Vamos continuar a luta por um outro modelo de produção, baseado na agroecologia, na preservação do meio ambiente e na produção de alimentos saudáveis sem a utilização de venenos. Continuaremos a luta para que os bens da natureza estejam em função do bem-estar de toda a sociedade brasileira, ao invés de atender apenas à ganância do agronegócio por mais lucro, sem se importar minimamente com a saúde física, psíquica e ambiental da sociedade brasileira. Lutar! Construir Reforma Agrária Popular! Direção Estadual MST-MT

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william rodrigues da silva 29/11/2014

para mim não há diferença entre o marginal que está na cadeia que resolveu bater carteira de alguém na rua e aquele que pratica fraudes e assaltam propriedades rurais que deveria servir para reformar agrária e cometem crimes ambientais. SÃO TODOS MARGINAIS, QUE TÊM QUE SER PRESOS.

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Edimar Alves da Silva 29/11/2014

Conheço todos os Versari. Nunca foram violentos e muito menos Perigosos como estão falando....

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carlão 28/11/2014

Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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anaalves 28/11/2014

RIQUESA, DESSESULISTA, ASSIM ATE EU FICO RICA. CARA DE PAU

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NEIDE MARIA 28/11/2014

Mane, os caras vieram de outros estados para trabalhar, desbravar e plantar, não para vender redes. Presta atenção!

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elizeu 28/11/2014

CADA LOTE EM ITANHANGÁ SÃO 100 ha ENTÃO SE O CARA TEM DE 6000 A 12000 ha, ELE TEM DE 60 A 120 LOTES. LEMBRANDO QUE ESTE FOI O MAIOR PROJETO DE REFORMA AGRARIA DO MUNDO, FEITO EM 1996 NO GOVERNO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, SENDO CONTEMPLADO MAIS DE 1200 PARCELEIROS. MUITOS DESISTIRAM À ÉPOCA DADAS AS DIFICULDADES UMA VEZ QUE ERA UMA REGIÃO DE DIFICIL ACESSO E DE SELVA EM ALGUNS LOCAIS. ALÍ POUCOS ENRIQUECERAM COMPRANDO MADEIRA DOS ASSENTADOS A R$ 7,00 O METRO CUBICO E VENDENDO A VALORES ACÍMA DE R$ 200,00 NOS GRANDES CENTROS OU MESMO COMPRANDO TODAS AS MADEIRAS DO LOTE POR R$ 1.000,00 E DESMATANDO TUDO, CAUSANDO DESMATAMENTO DESENFREADO UMA VEZ QUE O ASSENTADO NÃO CONSEGUE RECUPERAR DEPOIS A ÀREA.

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Mane 28/11/2014

De onde vieram todos eles? De fora; Parana,São Paulo,r. Grande do Sul, Sta Catarina . Do sul-sudeste. Ué , não tem do Nordeste.

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9 comentários

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