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MIMOSO E RONDON Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014, 08:01 - A | A

Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014, 08h:01 - A | A

Foi feito sem planejamento maior, reclama prima de Marechal Rondon

Dona Tonica, aos 84 anos, vê Memorial condenado e lamenta falta de prioridade do governo

Marcela Machado
Enviada Especial a Mimoso

Fotos: Iara Rezende/Rdnews

dona tonica

Antônia Evangelista, a Dona Tonica, lembra museus em homenagem ao primo Rondon em outras regiões, menos em Mimoso

A comunidade de Mimoso se mostra triste com o Memorial Rondon inacabado. Para Antônia Maria Evangelista, a Dona Tonica, é extremamente decepcionante. A senhora de 84 anos é prima de Marechal Cândido Rondon. “Meu pai era primo-irmão do pai dele”, revela, em entrevista ao Rdnews. Seu grau de parentesco com Rondon se estende um pouco mais, já que o seu marido também era parente do Patrono das Telecomunicações. “Posso dizer que conheci bem ele e também essa comunidade”.

Com uma voz suave e conhecimento de causa, Dona Tonica afirma que o Memorial está condenado. “Ele (Memorial) foi feito sem um planejamento maior, por isso acabou sendo deixado de lado”. Observa que deveria ter sido pensado, além do projeto de construção, um plano de melhoria das estradas que chegam ao distrito e investimento em Mimoso como um todo, principalmente na economia. “Um dos maiores defensores do desenvolvimento daqui foi o próprio Marechal. Então temos que continuar lutando e querendo isso”, acrescenta.

Dona Tonica diz que é uma tristeza ver a terra de Rondon ter tão pouco da sua história. “Nem os seus restos mortais estão aqui. Dizem que quando o Memorial ficar pronto vão trazer do Rio de Janeiro, onde estão no momento”. Para ela, Marechal Cândido Rondon tinha orgulho de onde nasceu e a população quer ter orgulho também de uma homenagem tão bonita quanto o Memorial. “Se em cidades distantes daqui têm museus sobre ele, por que não em Mimoso, onde seria mais importante?”.

Apesar de certa revolta com a situação, a senhora ainda tem esperança, como toda a comunidade de Mimoso. “Seria um prazer imenso ver o Memorial Rondon pronto, funcionando e trazendo melhorias para nós. Espero que isso aconteça em breve, já que no ano passado o governado Silval Barbosa prometeu finalizar a obra”, comenta a prima de Rondon. O secretário de Desenvolvimento ao Turismo Jairo Pradela confirma que em março ou abril, depois do período de licitação, as obras serão retomadas. Foram liberados R$ 3,1 milhões para esse projeto.

A estrutura do Memorial Rondon que ainda está inacabada já gastou R$ 780 mil aos cofres públicos. Idealizado ainda no governo de Dante de Oliveira, o projeto é dos arquitetos José Afonso Portocarrero e Paulo César Molina. A última vez que o local recebeu alguma intervenção foi em 2004, no Governo Blairo Maggi, quando o assoalho foi trocado. 

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