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Logística em MT

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Edeon Vaz Ferreira

Mato Grosso é um dos principais produtores agrícolas do país, sendo o 1º produtor de soja, o 1º de algodão, o 2º de milho e o 1º de gado de corte, assim, tem sua economia baseada essencialmente na produção agrícola. Nesta safra de 2013/2014 plantou 8,2 milhões de ha de soja e deve colher 26,0 milhões de toneladas de grãos. No milho deve plantar 3,2 milhões de ha e colher 17,0 milhões de toneladas. Escoar esta produção é uma das tarefas que exige infraestrutura de rodovias, ferrovias, hidrovias, estações de transbordo de cargas, tira-se dos caminhões e carregam-se as barcaças nos rios, e terminais portuários, com carregamento dos navios.

Embora grande produtor, temos deficiências em toda nossa infraestrutura, as rodovias estaduais, que após as vicinais, são as que alimentam as rodovias federais, estão em sua maioria em péssimo estado. Mato Grosso possui 25.000 km de rodovias estaduais, sendo 5.400 pavimentadas e 19.600 km não pavimentadas. A grande maioria destas em péssimo estado de conservação. Possui 4.700 km de rodovias federal sendo a maioria pavimentada em condição razoável de tráfego. Temos no Estado uma única ferrovia (Ferronorte) que liga Rondonópolis a Santos, transportando no ano passado 14 milhões de toneladas. Como se trata de um só operador, passou a ser um monopólio cobrando o valor do frete rodoviário, diferente dos países em que existe concorrência. Neste caso, entre o frete rodoviário de Sorriso a Rondonópolis e desta a Santos pela ferrovia pagamos no ano de 2013 em média US$ 133 por tonelada, isto para um trecho de 2.250 km. Nos Estados Unidos do Meio Oeste americano aos portos de Seattle no oceano Pacífico, são 3.000 km,é cobrado US$  33 por tonelada. Por hidrovia de Saint Louis a New Orleans 1950 km, os produtores americanos pagam de US$  10 a US$  18 de frete por tonelada.

Vejam, temos muito para avançar, acredito que em 5 anos teremos outro Mato Grosso. Até lá teremos duplicada a BR-163 de Sinop à divisa com o Mato Grosso do Sul e neste Estado duplicado até a divisa com o estado do Paraná. Reduzindo tempo de transporte, economizando combustíveis e principalmente vidas. Teremos a BR 163 de Sinop a Santarém concluída e com reforço de capa asfáltica em toda sua extensão, permitindo alimentar as estações de transbordo de cargas em Miritituba que estarão em sua maioria prontas e com capacidade de carga superior a 20 milhões de toneladas. Santarém terá capacidade de operar com 8 milhões de toneladas e um terminal de fertilizantes com capacidade de 2 milhões de toneladas. Os portos de Santana, Vila do Conde e Outeiro estarão em operação com capacidade de escoamento superior a 25 milhões de toneladas. O TEGRAM em Itaqui, São Luiz do Maranhão estará concluído e com capacidade de 10 milhões de toneladas, que somados à capacidade do terminal da Ponta da Madeira, chegarão a 15 milhões de toneladas. Estaremos navegando o rio Paraguai e transportando mais de 3 milhões de toneladas para os portos do Uruguai ou da Argentina.

Acham que se trata de um sonho? Não, todos estes projetos são privados e já se encontram em andamento. Portanto, não se trata de um sonho mais de uma realidade.

Edeon Vaz Ferreira é empresário, diretor Executivo do Movimento Pró Logística de MT, consultor da Aprosoja, membro da Câmara Temática de Logística e Transporte do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e coordenador da Comissão de Infraestrutura, logística e Armazenagem da Frente Parlamentar de Agricultura. E-mail: edeon@movimentoprologistica.com.br

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