Principal argumento usado pelo governo do Estado ante as críticas quanto ao alto investimento aplicado nas obras da Copa do Mundo, o programa MT Integrado, após pouco mais de um ano da assinatura do primeiro contrato, só teve uma obra inaugurada: o asfaltamento da MT-412 que liga Canabrava do Norte (1.132 km de Cuiabá) à BR-158, em janeiro deste ano. Foram 22 km de asfalto ao custo de R$ 11,2 milhões. O pacote é de 58 obras.
Em comum com o mundial de futebol, além da quantidade enxuta de projetos que saíram do papel até agora, a finalização das obras do programa que propõe a interligação asfáltica dos municípios não deve ser vista no mandato do governador Silval Barbosa (PMDB). Ele deixa o cargo em dezembro.
A informação de que não será possível concluir o asfaltamento das rodovias do interior é do próprio secretário de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana, Cinésio Nunes de Oliveira, que sustenta, contudo, não haver problema no fato. “Com certeza não vai ter tempo de terminar. A expectativa é que, pelo menos, todas estejam iniciadas. Cada obra é uma história, tem empecilhos”, explica.
Ele reforça que o MT Integrado é um projeto ambicioso e que deveria ser ainda mais, caso houvesse mais recursos. “O próximo governo tem toda capacidade de concluir o que começamos. Não posso pensar que não vou começar um projeto porque não vou conseguir terminar. Tenho que começar e fazer minha parte. Quem entrar faz a sua”.
A primeira obra do programa começou em abril do ano passado, quando fora dada a ordem de serviço para a pavimentação de 69,3 km na MT-320, interligando a cidade de Marcelândia à BR-163. Em 15 e 16 de julho foram lançadas as obras de asfaltamento da MT-100, que liga Alto Araguaia e Araguaiana, e da MT-251, entre Nova Xavantina e Campinápolis.
Atualmente, quatro trechos estão na última fase das obras, isto é, recebendo a pavimentação propriamente dita. São elas: 69,30 km entre a MT-320 até BR-163, na região de Marcelândia; 95,40 km em Santa Terezinha, que ligarão a MT-143 à BR-158; 33,75 km entre Paranatinga e Canarana, na MT-020; e 40,50 km na MT-338, ligando Juara a Porto dos Gaúchos e Tapurah.
O governo estadual assinou o contrato de financiamento mediante a abertura de crédito, com recursos do BNDES, para a ampliação e melhoria da infraestrutura em 27 de dezembro de 2012. Já em 2014, porém, 34 obras do MT Integrado ainda não têm previsão de serem iniciadas e 14 recebem terraplanagem, ou seja, estão em sua primeira fase de execução.
Uma das justificativas para os atrasos é a burocracia. “Ela existe e não tem como mudá-la”, argumenta o secretário Cinésio, acrescentando que àquelas obras que já obtinham contrato foram executadas mais rapidamente. Ele cita o licenciamento ambiental como um entrave do processo, pois é uma das exigências que mais demandam tempo.
Os investimentos em infraestrutura foram uma das bandeiras empunhadas por Silval Barbosa em sua campanha eleitoral de 2010. À época, ele previa fazer 2.670 novos km de asfalto durante os quatro anos de mandato, caso fosse eleito. A promessa era de interligar todos os 141 municípios do Estado com pelo menos uma via asfaltada enquanto ocupasse o principal cargo no Executivo estadual.
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Até agora só 1 obra foi entregue, 4 estão em fase de pavimentação, 14 em terraplanagem e 34 não saíram do papel. Os dados são do próprio governo estadual














cleiton 21/03/2014
esses alsfaltos casca de ovo desse desgoverno é uma vergonha, só ir para bom jardim e verá a tristeza que é
Paulo Gotardo 21/03/2014
PRA LANÇAR OBRA O SILVAL É BOM, LEVAM CONSIGO CARLOS BEZERRA, WELLINGTON FAGUNDES, RIVA, ROMUALDO, EDER MORAES, BLAIRO MAGGI, FAIAD, SAGUAS, MAS, LANÇAR OBRA É FACIL, EU QUERO VER A OBRA PRONTA SENHOR GOVERNADOR! ESTAMOS NA LAMAAAAAAAA, NO ATOLEIROOOOOOO!
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