Arte e Cultura

Domingo, 13 de Outubro de 2019, 07h:09 | Atualizado: 14/10/2019, 10h:13

Inspiração

Guará biojóias usa a criatividade para unir madeira e resina na criação das peças

Arquivo pessoal

Formatos s�o diversos e ganham cores diferentes quando recebem a resina

Modelos são únicos e têm cores diversas na aplicação da resina

O movimento tropicalista no Brasil teve seu início no final dos anos 60 e foi quando uma era cultural salientou não apenas o que é nativo, mas suscitou debates sobre o meio ambiente e dialogou com o movimento hippie, também ambientalista, como uma onda global que carregou símbolos que persistem até hoje – inclusive no mundo da moda.

As biojóias se massificaram neste momento. Deixaram de ser coisa “indígena” no país, para ganhar passarelas décadas depois. Não só de sementes, penas, folhas ou madeiras, foram misturadas a pedras mais raras e, cada uma, com seu valor e significado que carregara de cada região, inclusive, no cerrado do país. É assim que o artesão Pablo Garcia - que sempre teve vontade de fabricar jóias naturais - aposta há um mês na criatividade e tem ganhado adeptos por Mato Grosso. Pablo é um aventureiro, e sempre está imerso entre as paisagens naturais de Chapada dos Guimarães.

Ele conta que iniciou o teste das peças feitas a partir de resina e madeira ainda este ano e que o conceito tem ganhado o Brasil através da mão de outras marcas – como a famosa Ed Biojóias. No entanto, ele tem um trabalho ainda mais artesanal e personalizado, pois coleta madeira pelos parques e parte do cerrado do Estado.

Galeria: Biojóias de madeira coletada

Cada peça, segundo Pablo, passa por cinco processos e demora, em média, dois dias para a finalização. “Isso pelo devido tempo de cura da resina. Primeiro acontece a coleta da madeira, a segunda parte é cortar e lixar a madeira, a terceira é preparar o molde com ela e adicionar a resina com o pigmento”, descreve alguns dos processos. 

Arquivo pessoal

Pe�as s�o inspiradas em visuais da natureza e madeiras s�o de coleta

Peças são inspiradas em visuais da natureza e madeiras coletadas pelos parques e parte do cerrado de Mato Grosso. O artesão é apaixonado pela natureza

O artesão explica que, com a fusão da madeira e resina, é possível se obter um universo infinito de peças, pois os desenhos são únicos e com diferentes aplicações de espaço. Valor das peças: os pingentes variam de R$ 30 a R$ 60, já os anéis seguem no valor médio de R$ 80. 

Arquivo pessoal

An�is s�o feitos de resina e transpar�ncia d� toque especial

Anéis são feitos de resina e transparência dá toque especial para cada um deles. Desenhos são originais, fruto dos moldes feitos na madeira pelo artesão

Para Pablo, o processo de criação é gratificante e a melhor parte do trabalho é que, no mundo da imaginação, não existe fronteiras e nem normas. “Você poder criar algo é uma sensação inexplicável. No momento nosso foco são os anéis e os pingentes, mas já estamos confeccionando algumas luminárias com o material 100% porcento reciclado, além delas, um projeto de mesas rústicas com aplicação da resina”, revela.

Pedidos podem ser feitos pela página do instagram @guarabiojoias.

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Comentários (1)

  • Michelle | Segunda-Feira, 14 de Outubro de 2019, 13h15
    1
    0

    Lindas peças. Verdadeiras obras de arte. Parabéns Pablo!! Desejo muito sucesso e valor ao que é brasileiro.

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