Um aparelho próprio para dar independência de cegos ao praticar esportes. Com um sistema composto por sensores de vibração e de corpo, protoboard, Arduino Nano, vários jumpers e bateria, ele pode funcionar a partir de uma programação que detecta a cor da pista de corrida e quando o atleta sai da zona de cor. Nestes casos, o aparelho vibra para o lado que ele deve retornar. Incrível, alguns diriam, e realmente podem dizer. Porque ele já existe e se chama Blind Cooper.
Foto divulgação
Este é o segundo ano consecutivo que a escola ocupa a primeira colocação na competição Arduino Day Brasil, que acontece todo ano pelo mundo
O dispositivo foi criado por adolescentes cuiabanos do ensino médio que venceram, com esse protótipo, a premiação Arduino Day Brasil 2019. Além de alunos de escolas públicas e privadas, eles competiram com universitários. Todo material para a criação do protótipo foi ofertado pela escola.
O Blind Cooper é capaz de auxiliar especificamente na corrida e caminhada dos atletas cegos. E os pequenos grandes cientistas competiram com outros do ensino médio e universitários. Em tempo recorde, 15 dias incansáveis de trabalho e se comercializado poderá custar em torno de R$ 300.
Como o projeto aconteceu e como o protótipo funciona
Enquanto estudavam uma forma de trabalhar a inclusão e de que maneira isso seria viável e acessível, dentro de uma sala nomeada Sala Tech, que é um espaço voltado para a aprendizagem criativa que mistura a robótica com o movimento maker, o equipamento nomeado “Blind Cooper” foi elogiado, mas recebeu críticas construtivas.
“Muito trabalho, dedicação e principalmente compromisso por parte desses alunos”
Mara TerezaCriadores do protótipo, João Pedro Garcia, Luiza C. Sperandio, Yasmin Laureen Antunes, Maria Antônia Gomes e Danilo Alves, de 13 e 14 anos, já levam a fama cientistas. Isso também porque, desta vez, não receberam ajuda de professores ou de outros profissionais, trabalharam sozinhos.
A coordenadora da Sala Tech, Mara Tereza dos Santos, conta que foram dias intensos e que os alunos mereceram a primeira colocação. “Tiveram pouco tempo até a competição. Muito trabalho, dedicação e principalmente compromisso por parte desses alunos. Eles mereceram essa vitória. Eu e toda a escola estamos muito felizes e orgulhosos dos nossos alunos”, comemorou.
Já o aluno João Pedro conta que, para entender melhor a vida de um deficiente visual e desenvolver o aparelho, eles precisaram visitar o Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso (Icemat). “Estávamos conversando sobre como poderíamos ajudar alguém e chegamos na dúvida de como o deficiente visual pratica um esporte. Daí surgiu a ideia do atletismo e fomos visitar o Instituto. Conversamos também com um atleta cego que estava lá e isso nos ajudou muito".
Pela segunda vez levaram o título
Este é o segundo ano consecutivo que a escola ocupa a primeira colocação na competição. Em 2018, a equipe de alunos desenvolveu um rastreador solar que garante um melhor aproveitamento da luz do sol em até 40%, favorecendo a produção de energia de forma sustentável.
O equipamento segue o movimento do sol e a localização do país na linha equatorial. E, por isso, usar essa fonte de energia se torna viável e essencial. O “Arduino Day” é um evento de tecnologia que ocorre simultaneamente em diversas cidades do mundo em celebração ao aniversário da plataforma Arduino, um programa de prototipagem eletrônica que permite o desenvolvimento e controle de sistemas interativos. Ele reúne pessoas interessadas em apresentar ideias, projetos desenvolvidos na plataforma para compartilhar informações e experiências.








Mal Informado 14/04/2019
"dentro de uma sala nomeada Sala Tech..." De qual instituição? "Este é o segundo ano consecutivo que a escola ocupa a primeira colocação na competição..." Qual escola?
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