Rodinei Crescêncio
Tortilhas, paleta, tequila e caveiras mexicanas de um lado e de outro feijoada, caipirinha e carnaval. Nesta segunda, vai dar Brasil ou México? Façam apostas
O México tem sido uma inspiração nas artes, gastronomia, coquetéis e decoração para os brasileiros. O Brasil também é para outros lugares do mundo por conta da riqueza cultural e outros aperitivos. Para amantes de ambas as nacionalidades, elas somam em muitas semelhanças com latinidade e alegria, temperos apimentados, muitas cores e festividades. Nesta segunda (2), Brasil e México se enfrentam no primeiro jogo da Copa do Mundo da Rússia já nas oitavas de final. Mas e aí? Vai dar tequila ou capirinha?
A artista cuiabana Capucine Picicaroli, há algum tempo é lembrada por retratar em suas telas a icônica Frida Kahlo, caveiras mexicanas, como a Catrina, e muitos cactos. Como uma amante do México, retrata universos lúdicos e resgata no íntimo de sua imaginação algo que a impulsione colorir inúmeras telas espalhadas por vários cantos do mundo.
Em Cuiabá, bares, paleterias e restaurantes com aquela “apimentada mexicana” fazem sucesso há algum tempo. Tudo começou com a franquia Café Cancun instalada na Capital e em mais 15 cidades brasileiras. O restaurante que virava boate badalou a noite dos pés rachados, entre os anos 2004 a 2009. O proprietário do ambiente na época, Eliseu Freitas, foi encontrado pela reportagem do
e disse que a experiência foi positiva.
Segundo o empresário, que hoje toca outros importantes restaurantes de Cuiabá, a culinária mexicana é muito especifica, mas pode ser bem adaptada ao paladar dos brasileiros. “O cuiabano começou a apreciar a tequila e a marguerita, tortilhas recheadas de carne de porco ou comidas mais apimentadas”, explica.
“Mexicanos são alegres como os brasileiros”
Eliseu FreitasNo bar, que levava o nome de uma cidade litorânea do México, Cancun, a gastronomia e as pimentas eram um sucesso, mas depois seguia bem com uma noite latina ao baixar as luzes e liberar a galera para as pistas de dança. “Os mexicanos são muito alegres, assim como os brasileiros, o día de los muertos no México lembra muito o carnaval por conta dos desfiles e fantasias. Foi uma experiência ímpar”, compara.
Outro bar e restaurante que fez história na cidade foi o El Pancho, na praça Popular. Para atrair o público, muita música latina e selfies com sombreros. Quem frequentva ainda lembra das bandejas que eram lançadas ao chão, dos nachos e da tequila, a bebida preferida. De longe se notava, pela música e os gritos de arriba, que aquela cultura sempre foi pelos cuiabanos bastante querida.
A mexicana Maria Antônieta Flores Ramos, 48, reside em Cuiabá há quatro meses e se casou com um mineiro. Ela é do Estado de Chiapas, que faz divisa com a Guatemala. Hoje faz doutorado na UFMT. “A Copa lembra minha infância, quando eu acompanhava todos os jogos no meu país. Hoje eu vejo pelo celular e meu palpite para o jogo desta segunda é dois a um para o México”, torce.
“Copa lembra infância”
Maria AntônietaDando um giro pela cidade, a reportagem se deparou com a Mi Paleteria. Os donos Yuli e Osvane Ramos estão em viagem, mas a equipe recebeu a equipe de forma atenciosa e mostrou os detalhes do estabelecimento. As paletas oferecidas no local foram inspiradas em receitas da América do Norte, aprendidas com um curso feito por lá, e reproduzidas com algumas adaptações. “A decoração foi trazida do México, com detalhes que se preocuparam para propor o melhor da essência do México”, explica a funcionária Ana Paula.
















