Crianças são cheias de energia. Com isso, praticar esporte está cada vez mais comum entre os pequeninos. Eles aprendem, desde cedo, a se dividir entre escola, cursos, atividades físicas e brincadeiras. Para que os pequenos não fiquem sobrecarregados e se divirtam, apesar das obrigações cotidianas, é importante buscar o equilíbrio. Para entender o dia a dia dessas crianças com a rotina movimentada, a reportagem do
conversou com pais. Entre os depoimentos, tem um pouco de tudo.
Dos benefícios, fazer amigos e se socializar com mais facilidade, aprender e seguir regras, superar a timidez e desafios, frear os impulsos e ansiedade, aprender a trabalhar em equipe, ter responsabilidades com horários, compromissos e crescer de maneira física e emocionalmente são só alguns deles.
Para a mãe e comunicóloga Tatiane Medeiros, os filhos Antônio e Isabella Dresch, desde que começaram a rotina de esportes só tiveram benefícios físicos e mentais. “Hoje em dia, eles dois possuem maior segurança sobre o corpo, mais flexibilidade e postura ereta. Já em relação ao estado mental, acho que o principal ponto foi o desenvolvimento do espírito de coletividade, além de saber perder”, conta.
Isabella atualmente pratica jiu-jitsu, tênis, ginástica olímpica e vôlei. Já Antônio se dedica apenas ao tênis e jiu-jitsu. A filha de 10 anos de Tatiane é medalhista posicionada no terceiro lugar do Campeonato Brasileiro da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) em 2018. Segundo a mãe, a Isabella sempre foi muito estimulada pelo pai nesta atividade e, este ano, o resultado de um campeonato em sua categoria encheu a família de orgulho. “Tem dias que realmente é difícil e eles ficam cansados. Outra dificuldade às vezes acaba sendo o deslocamento, que é um dos pontos que o pai está ajudando. Nós moramos longe, tudo fica do outro lado da cidade. Por fim, a alimentação passa a aumentar, pois sentem fome toda hora por conta da intensidade das atividades”, explica.
“Meu esporte favorito é a luta, porque posso bater nos meninos”
A pequena Isabella se sente mais confiante e acredita que ficou mais forte por dentro e por fora. Ela afirma que ainda sobra energia para brincar após os treinos. “No campeonato senti medo antes da competição, mas depois passou e achei bem legal ganhar esse título. O meu esporte favorito é a luta, porque posso bater nos meninos”, comenta aos risos.
Antônio, seu irmão de 9 anos ainda não conquistou nenhum título, mas é um gamer. “Gosto de esporte, mas tenho preguiça. Meu preferido é o tênis porque nele corro bastante. Nesse tempo que pratico, sinto que fiquei mais rápido. Apesar de muito cansado, ainda dá para jogar vídeo game”, ressaltou.
O professor Emílio Carlos, 50 anos, é pai de Emily de nove anos e a iniciou no esporte desde os dois. Segundo ele, ela começou com balé e natação, como atividades extras na escola onde estuda. "Ela aprendeu a nadar com a professora de educação física da escola e também fez balé dos 2 a 6 anos de idade. Atualmente, ela não está indo à natação, mas deve retornar em breve e ano passado começou a fazer aula de tênis", explica.
Emily diz que a natação é seu esporte favorito, pois ajuda a matar o calor que sente em Cuiabá. "Posso mergulhar e fazer diversos tipos de nados que o professor ensina. Me sinto bem fazendo esportes. Às vezes fico cansada, mas fiz várias amizades novas", argumenta ao dizer que, quando chega em casa, ainda sobra energia para brincar, principalmente quando tem companhia de alguma prima ou coleguinha.
Arquivo pessoal
Tatiane Medeiros diz que filhos Antônio e Isabella Dresch tiveram benefícios físicos e mentais com rotina de esporte
No balet, Emílio conta que Emily fazia apresentações todos os anos para mostrar em espetáculos o que tinha aprendido durante as aulas.
"Isso permitiu que ela desenvolvesse sua personalidade, pois ela era bem tímida, acanhada. Com o tempo perdeu a timidez e superou isso a ponto de não ter medo de se apresentar em público", observa.
O pai considera que o esporte, fisicamente, foi e é bom para mantê-la ativa e essencial para seu desenvolvimento. "As crianças de hoje são diferentes das crianças da minha época, não brincam mais na ruas, onde se praticava inúmeras atividades fisicas simplesmente brincando. Dado o perfil de criação das crianças de hoje - muito "presas" em casa ou ambientes fechados pela necessidade de proteção contra a violência-, é necessário alternativas como aulas extras e esportivas para manter a boa saúde das crianças", afirma.
Segundo Emílio, a filha já entrou em competições e em muitas delas venceu, mas ele a estimula com cautela para que ela compreenda isso de forma positiva, sabendo ganhar ou perder, sempre dentro de seus limites. "Na vida podemos ganhar ou perder. Nem por isso somos melhores ou piores do que os outros. Tudo depende do nosso esforço para alcançar o objetivo. Assim, trabalho com ela dentro do lema que não precisa ser a melhor, mas que dê o seu seu melhor", conta.












