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Em Cuiabá, Alcione faz homenagem ao centenário do samba - confira

Rodivaldo Ribeiro

Divulgação

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Conhecida como Marron, Alcione tem 45 anos de carreira e já se apresentou em mais de 30 países

Cantora maranhense radicada no Rio de Janeiro, Alcione toca hoje (2) em Cuiabá, na casa de shows Musiva, a partir da meia-noite e meia. Os ingressos custam entre R$ 300 (cadeira avulsa, setor A) e R$ 2,2 mil (camarotes para 10 pessoas), além das mesas a R$ 1.800 para seis pessoas.

Ela apresentará um show, de acordo com o site da casa de shows, em homenagem aos 100 anos do samba. Um dia depois, lança o CD e DVD Boleros, resultado da gravação do espetáculo de mesmo nome. Só que esse é no Vivo Rio. A sambista chegou ao Rio de Janeiro no final da década de 1960. Lá, ganhou o apelido de Marrom e o reconhecimento por seu timbre de voz cheio. Além disso, tem um jeito de cantar carregado de suingue.

Nos 45 anos de carreira, já tocou por todo o Brasil e, ao menos, em trinta países. Dentre seus muitos prêmios, merecem destaque o Grammy Latino de melhor álbum de samba, em 2003, e o da Academia Brasileira de Letras, de melhor cantora popular, além, claro, das nada menos que vinte vitórias no Prêmio da Música Brasileira.

Sua discografia conta com 21 álbuns de longa duração (os antigos long plays), outros três compactos (à época, discos de vinil de no máximo quatro canções, depois chamados também no Brasil de singles), mais 19 CDs, entre coletâneas e apresentações gravadas ao vivo.  Sucessos têm a rodo.

Em meados dos anos 90, começou a gravar também músicas românticas, não mais apenas sambas. Isso expandiu ainda mais a popularidade dela.

Há canções abertamente desesperadas como Você me Vira a Cabeça, Estranha Loucura, A Loba, Mulher Ideal, Depois do Prazer, Meu Vício é Você e Faz Uma Loucura por Mim. Mas há momentos de humor, como em Meu Ébano, um de seus mais conhecidos sucessos, que tocou no rádio anos a fio.

De tão conhecida no meio do samba, já foi tema de samba-enredo de escolas de samba do Rio de Janeiro, São Luís, Juiz de Fora e Niterói. Fundou, com pesos-pesados como João Nogueira, Clara Nunes, Martinho da Vila, Dona Ivone Lara e outros, o Clube do Samba, no começo da década de 80. Nessa mesma época, apresentava o programa Alerta Geral, da Rede Globo.

Foi quando fez duetos com Cartola, Baden Powell, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Nelson Cavaquinho, Dorival Caymmi, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Marlene, Emilinha Borba, Clara Nunes e vários outros. 

Em 2015, criou e gravou o espetáculo Inusitado, onde canta somente canções em francês. Tocou no mesmo ano no Rock In Rio. E o ano fechou com ela tornando uma vez mais popular o clássico Juízo Final, de Nelson Cavaquinho e Élcio Soares, após a Rede Globo ter incluído a interpretação dela para a canção na abertura de A Regra do Jogo.

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