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Retrospectiva-2016 Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2016, 09:49 - A | A

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34 prefeitos de MT conseguem se reeleger; caciques são derrotados em cidades-polo

Eduarda Fernandes

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Do total de 141 municípios de Mato Grosso, em 34 os atuais prefeitos conseguiram se reeleger para o próximo mandato. O número equivale a uma manutenção de 24,1% dos chefes dos Executivos municipais. No entanto, nas principais cidades pólos, a situação ficou dividida.

Em Lucas do Rio Verde, por exemplo, foi onde ocorreu uma das grandes surpresas. Otaviano Pivetta (PSB), que buscava a reeleição, foi derrotado pelo produtor rural Luiz Binotti (PSD), aliado do vice-governador Carlos Fávaro (PSD). Impugnado, Pivetta chegou a atingir 49,58% dos votos, correspondentes a 14,1 mil eleitores. Binotti, por sua vez, obteve nas urnas 14,4 mil votos.

Já em Rondonópolis, o deputado estadual Zé do Pátio (Solidariedade), praticamente sozinho e em uma campanha franciscana, derrotou grupos de caciques como Carlos Bezerra (PMDB) e Wellington Fagundes (PR), Blairo Maggi (PP) e Adilton Sachetti (PSB), que apoiavam as candidaturas do prefeito Percival Muniz (PPS) e Rogério Salles (PSDB). O parlamentar recebeu mais de 39,3 mil votos para administrar o terceiro maior colégio eleitoral do Estado pelos próximos quatro anos.

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 A derrota de Otaviano Pivetta e Percival Muniz nas urnas foi uma surpresa no pleito eleitoral de 2016

Em Sorriso, o candidato do PSDB, Ari Lafin, foi o vencedor na corrida eleitoral para prefeito. Com pouco mais de 21 mil votos, o que corresponde a 54,14% do eleitorado, ele derrotou Dilceu Rossato (PSB), que buscava a reeleição, mas obteve 17,5 mil votos, equivalente a 45,23% do total. Lafin contou com o apoio do deputado estadual Zé Domingos Fraga (PSD) e do governador Pedro Taques.

Por outro lado, nas cidades de Barra do Garças e Tangará da Serra não houve surpresas e os atuais prefeitos conquistaram a reeleição. Em Barra, Roberto Farias (PMDB) foi reeleito com 72,3% dos votos. Já em Tangará, mesmo sob forte desgaste, Fábio Junqueira (PMDB) retomou o poder com 39,2% dos votos apurados.

Embates judiciais

Uma das cidades onde o cenário ainda não está definido é Primavera do Leste. Lá, Getúlio Viana (PR), que ficou com 64,18% dos votos, foi considerado inelegível em razão da rejeição das contas pela Câmara de Primavera e por uma condenação de improbidade administrativa, proferida pelo Tribunal de Justiça. O problema é que a nova legislação determina que se o candidato indeferido obtiver mais de 50% dos votos, uma nova eleição deve ser realizada. Enquanto a situação não é resolvida, as articulações para a escolha do novo presidente da Câmara e, consequentemente, novo gestor do município, ganham força.

Três brigam pela presidência da Câmara de olho no comando tampão de Primavera

Já em Mirassol D'Oeste, o então candidato Elias Leal (PSD) foi o mais votado, mas foi indeferido e está com recurso. Elias recebeu 7.830 votos, o que representa 56,13% do eleitorado. No sistema do TRE, aparece como eleito Dr. Jeferson (PSDB), que conseguiu 6.121 votos, mas não pode assumir em razão do baixo percentual atingido. Assim, se Elias não conseguir reverter a situação, haverá nova eleição na cidade.

A mesma situação ocorre em Alto Taquari, onde deve ser feito novo pleito. Isso porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o recurso de candidatura do prefeito eleito de Alto Taquari, Lairto Sperandio (DEM). Há imbróglio também em Conquista D'Oeste que teve dois candidatos a prefeito impugnados - Walmir Guse (PSDB) e Fabio Herbert (PPS). 

Em Torixoréu, a prefeita eleita, Inês Moraes Mesquita Coelho, e o vice-prefeito eleito, Ademilson Pereira de Queiroz, precisaram recorrer ao TRE para garantir, por meio de medida cautelar, o direito de ser diplomada. Embora tenha sido vencedora do pleito, ela não pode comemorar a vitória pelo fato do seu registro ter sido indeferido pelo juiz Wagner Plaza sob alegação de que o marido da candidata, o ex-prefeito Odoni Coelho deveria ter se afastado do cargo seis meses antes das eleições.

Quatro cidades não terão posse de prefeito dia 1º

Mulheres

Neste pleito, esposas de vários políticos de carreira resolveram se testar nas urnas como forma de ampliar o espaço político ou manter o poder. Das 15 mulheres que tomam posse em janeiro como prefeitas, quatro são esposas de ex-prefeitos. Entre elas está a ex-parlamentar Luciane Bezerra, eleita em Juara, esposa do deputado estadual Oscar Bezerra (PSB).

Outras 10 políticas que têm os maridos na lista de ex-administradores tentaram o teste nas urnas, mas foram reprovadas, inclusive, três que já exercem mandato de chefes do Executivo, sendo elas Jane Rocha (PSD) e as tucanas Rose Nervi (Cotriguaçu) e Marlise Moraes (Comodoro).

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