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Mariana Bonjour Sexta-feira, 05 de Junho de 2026, 08:31 - A | A

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Mariana Bonjour

Compol Brasil: Está chegando o maior encontro da comunicação política da América Latina 

Mariana Bonjour

Rodinei Crescêncio/Rdnews

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Existe uma frase muito comum no universo da comunicação que diz que ninguém constrói grandes resultados sozinho. E talvez poucas experiências representem tão bem essa ideia quanto os grandes encontros que reúnem profissionais de diferentes regiões, realidades e especialidades para compartilhar conhecimento, trocar experiências e refletir sobre os desafios do presente e do futuro.

É exatamente isso que acontece no COMPOL Brasil.

Nos dias 23, 24 e 25 deste mês, Florianópolis será novamente palco daquele que já se consolidou como o maior evento de comunicação política e institucional do Brasil e um dos mais relevantes da América Latina.

Durante três dias, a cidade receberá centenas de profissionais que atuam diretamente na construção da comunicação pública, política e governamental. Estarão reunidos consultores, estrategistas, gestores públicos, assessores parlamentares, jornalistas, pesquisadores, cientistas políticos, especialistas em marketing, profissionais de tecnologia, lideranças políticas e representantes de instituições de todo o país.

Mais do que um congresso, o COMPOL se tornou um marco para quem vive e respira comunicação política.

Um espaço onde as principais tendências são debatidas, os maiores desafios são analisados e as experiências mais inovadoras ganham visibilidade.

Em um cenário em que a política muda em velocidade cada vez maior, acompanhar essas transformações deixou de ser um diferencial. Tornou-se uma necessidade.

A comunicação política vive sua maior transformação

Se voltarmos apenas dez anos no tempo, veremos um ambiente completamente diferente.

As campanhas eleitorais eram estruturadas de outra forma. Os canais de comunicação eram mais limitados. As redes sociais ainda não ocupavam o papel central que ocupam hoje. A inteligência artificial parecia algo distante da realidade cotidiana dos profissionais. O consumo de informação seguia outra lógica.

Hoje, tudo mudou.

Vivemos em uma era marcada pela hiperconectividade, pela fragmentação da atenção, pelo excesso de informação e pela necessidade constante de adaptação.

A atenção tornou-se o recurso mais disputado do mundo.

As pessoas recebem milhares de estímulos diariamente. Consomem conteúdos em diferentes plataformas. Mudam de comportamento rapidamente. Desenvolvem novas formas de interação e exigem cada vez mais autenticidade de instituições, governos e lideranças.

Nesse contexto, comunicar não é apenas divulgar, é compreender pessoas, é construir narrativas, é criar pertencimento, é gerar confiança e é transformar informação em significado.

E é justamente por isso que eventos como o COMPOL ganham relevância ano após ano.

Eles funcionam como espaços de atualização, aprendizado e reflexão para profissionais que precisam compreender não apenas o que está acontecendo hoje, mas principalmente o que acontecerá amanhã.

Para mim, esta edição possui um significado especial. Terei a honra de representar Mato Grosso como a única palestrante do estado no evento. No primeiro dia, conduzirei uma palestra de 30 minutos compartilhando experiências, estratégias e reflexões construídas ao longo dos últimos anos de atuação na comunicação política e institucional

Um encontro que reúne o Brasil inteiro

Uma das características mais impressionantes do COMPOL é sua capacidade de reunir profissionais de todas as regiões do país.

Poucos eventos conseguem promover uma troca tão rica entre realidades tão diferentes.

Nos corredores, é possível encontrar consultores que atuam em grandes capitais debatendo estratégias com profissionais que trabalham em pequenos municípios do interior.

É possível ver gestores públicos compartilhando soluções inovadoras para problemas que também existem em outras regiões.

É possível ouvir experiências de campanhas eleitorais, mandatos parlamentares, governos estaduais, prefeituras e instituições públicas dos mais variados portes.

Essa diversidade faz com que o aprendizado vá muito além do palco.

Muitas vezes, algumas das melhores ideias surgem justamente nas conversas informais, nos cafés, nos intervalos e nos encontros que acontecem fora das palestras.

Porque a comunicação política é, acima de tudo, uma atividade humana.

E nada substitui a troca de experiências entre pessoas que enfrentam desafios semelhantes em contextos diferentes.

O papel da comunicação na democracia

Existe um aspecto que torna a comunicação política diferente de qualquer outra área da comunicação: seu impacto ultrapassa marcas, produtos ou organizações. Ela influencia diretamente a relação entre cidadãos e instituições.

Uma comunicação pública eficiente aproxima a população do poder público. Uma comunicação transparente fortalece a confiança. Uma comunicação estratégica ajuda a explicar políticas públicas, ampliar participação social e estimular o engajamento cívico.

Por outro lado, uma comunicação falha pode aumentar distâncias, gerar ruídos e alimentar desinformação.

Por isso, discutir comunicação política é também discutir democracia.

Não por acaso, os principais debates do COMPOL costumam abordar temas que vão muito além das eleições.

São discussões sobre reputação, confiança, transparência, participação cidadã, inovação, tecnologia, inteligência artificial, comunicação governamental, gestão de crises, combate à desinformação e construção de narrativas públicas.

Temas que impactam diretamente a forma como governos, instituições e lideranças se relacionam com a sociedade.

A inteligência artificial e os novos desafios

É impossível falar sobre o futuro da comunicação sem mencionar a inteligência artificial.

Nos últimos anos, a IA deixou de ser apenas uma tendência para se tornar uma ferramenta presente na rotina de praticamente todos os profissionais da área.

Ela já auxilia na análise de dados, segmentação de públicos, monitoramento de sentimentos, criação de conteúdos e otimização de campanhas.

Mas junto com as oportunidades surgem também os desafios. Como utilizar essas ferramentas de forma ética? Como preservar a autenticidade da comunicação? Como combater o uso indevido da tecnologia para manipulação e desinformação? Como equilibrar eficiência tecnológica e conexão humana?

Essas são algumas das questões que certamente estarão presentes nos debates do evento.

Porque o futuro da comunicação não será definido apenas pelas ferramentas disponíveis, mas pela forma como escolhemos utilizá-las.

Mato Grosso no maior palco da comunicação política brasileira

Para mim, esta edição possui um significado especial. Terei a honra de representar Mato Grosso como a única palestrante do estado no evento.

No primeiro dia, conduzirei uma palestra de 30 minutos compartilhando experiências, estratégias e reflexões construídas ao longo dos últimos anos de atuação na comunicação política e institucional.

Mais do que uma participação individual, vejo essa presença como um reconhecimento ao trabalho que vem sendo realizado por tantos profissionais mato-grossenses que atuam diariamente na construção de uma comunicação pública mais estratégica, profissional e eficiente.

Um livro que conecta a América Latina

Além da palestra, também participarei de um momento muito especial no encerramento do evento.

Farei parte do painel de lançamento da obra Caminhos da Comunicação Política – Estratégias, Experiências e Tendências da Consultoria Política na América Latina.

O livro reúne 20 autores de diferentes países latino-americanos, em uma construção coletiva que busca compreender os caminhos, desafios e transformações da comunicação política em nosso continente.

Trata-se de uma obra que reúne diferentes olhares, culturas e experiências.

Apesar das particularidades políticas de cada país, existem desafios que atravessam fronteiras: a necessidade de fortalecer a confiança pública, combater a desinformação, compreender as mudanças tecnológicas e construir conexões genuínas entre lideranças e cidadãos.

Participar desse projeto é uma oportunidade de contribuir para a produção de conhecimento em uma área que se transforma diariamente e que exige cada vez mais estudo, reflexão e profissionalização.

Mais do que um evento

Quando observamos o crescimento do COMPOL ao longo dos anos, percebemos que ele representa algo maior do que um congresso.

Ele simboliza a evolução de um mercado, representa a valorização do conhecimento e demonstra o amadurecimento da comunicação política como campo de estudo, atuação profissional e ferramenta de fortalecimento democrático.

Em um ambiente onde muitas vezes a velocidade parece mais importante que a profundidade, o COMPOL reafirma a importância do aprendizado contínuo.

Reúne pessoas que entendem que comunicação não é improviso. É método. É estratégia. É escuta. É análise. É construção de relacionamentos. E, acima de tudo, é responsabilidade.

Ao final dos três dias, cada participante retornará para sua cidade levando novos aprendizados, novas conexões e novas perspectivas.

Mas talvez o principal legado do evento seja a certeza de que a comunicação política brasileira continua evoluindo.

Evoluindo porque existem profissionais dispostos a estudar, a compartilhar conhecimento, dispostos a aprender uns com os outros e a construir pontes em um mundo que, muitas vezes, parece insistir em levantar muros.

É por isso que o COMPOL se tornou tão importante, porque ele não reúne apenas profissionais da comunicação, reúne pessoas que acreditam que boas ideias, quando bem comunicadas, têm o poder de transformar realidades.

Nos vemos em Florianópolis.

Mariana Bonjour é advogada e consultora política. Escreve com exclusividade para esta coluna às sextas-feiras

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