Ano acaba com cenário nebuloso sobre disputa ao governo; Taques, Mauro e Joaquim ensaiam páreo
Ao contrário dos outros anos pré-eleitorais, 2017 acaba com cenário bastante nebuloso em relação à disputa ao governo neste ano. O próprio governador Pedro Taques (PSDB), considerado por muitos como “candidato natural” à reeleição, tem evitado falar sobre o assunto.
Outros nomes como o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Antonio Joaquim, o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (sem partido), o vice-governador Carlos Fávaro (PSD) e o senador Wellington Fagundes (PR) são especulados como possíveis candidatos a governador. No entanto, sem qualquer perspectiva de definição a curto prazo.
Taques tem afirmado que discutirá a possibilidade de disputar a reeleição somente depois da Semana Santa. Ocorre que suas movimentações políticas indicam que pretende entrar no páreo pelo segundo mandato.
No último período, se tornaram públicas as divergências entre o governador e deputado federal Nilson Leitão (PSDB). O parlamentar quer concorrer ao Senado enquanto Taques defende que a vaga na majoritária deve ser cedida a aliados, possivelmente, pensando em fortalecer o palanque da reeleição.
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Apesar do cenário incerto, nos bastidores ensaiam disputar o governo Taques à reeleição, Mauro e Antonio Joaquim
As divergências entre Taques e Leitão chegaram ao diretório nacional do PSDB. O presidente da sigla, governador de São Paulo Geraldo Alckmin, promete interceder para apaziguar os ânimos em Mato Grosso.
Fortalecer o palanque deve ser prioridade para Taques. Eleito com apoio de 12 partidos, o tucano assistiu seu arco de alianças encolher neste ano. Pelo menos três partidos – PP, PV e PSC – se afastaram do governador enquanto outros, incluindo o PSD de Fávaro, debatem a conveniência de desembarcar do governo.
Antonio Joaquim, afastado do TCE na Operação Malebolge da Polícia Federal, encaminhou a aposentadoria para se filiar ao PTB e se dedicar nas articulações para se viabilizar como candidato a governador pela oposição. Ao invés de assinar o ato administrativo, Taques consultou o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade, obrigando o virtual adversário a cancelar o ato de filiação partidária.
Diante da ação de Taques, Antonio Joaquim o acusou de censurar a oposição por medo, devido ao fracasso da gestão. Agora, aguarda manifestação do STF que deve acontecer em janeiro para poder se dedicar a viabilização da candidatura.
Já Mauro Mendes, que ainda decide se ingressa no DEM, PP ou PR após a ruptura do seu grupo político com o PSB, não assume pré-candidatura nem nega a intenção de entrar na disputa pelo governo. Mesmo assim, segue sendo encorajado a concorrer por diversos setores.
O ex-prefeito costuma afirmar que não tem perfil para o Legislativo, descartando a disputa ao Senado. Ao mesmo tempo, diz que aceitaria somente concorrer a cargo no Executivo e alimenta as especulações sobre possível candidatura a governador.
Com perfil conciliador e considerado como “novo” na política mato-grossense, Fávaro é lembrado para concorrer a deputado federal ou a senador. A também cogitada candidatura a governador do social-democrata depende da desistência de Mauro, do desembarque de partidos aliados do Governo Taques e de consolidar o apoio do setor agronegócio.
Enquanto isso, Wellington Fagundes também segue sendo lembrado como uma alternativa da oposição para candidato a governador. Embora não esteja animado para a disputa, pode aceitar caso a conjuntura seja favorável e mesmo derrotado, terá outros quatro anos de mandato no Senado.
As definições devem começar a partir de março. Depois, precisam ser confirmadas nas convenções partidárias marcadas para o final de junho.